Croácia e Inglaterra se enfrentam nesta quarta-feira (11) pela última vaga na final da Copa do Mundo de 2018. Independentemente do resultado, é certo que haverá festa em ambos os países após o jogo: há colônias croatas em cidades britânicas assim como há ingleses vivendo na república banhada pelo Mar Adriático.

As razões para os fluxos migratórios, porém, são bem diferentes. Os croatas emigraram para a Inglaterra como refugiados ainda na Segunda Guerra Mundial — quando a Croácia ainda fazia parte da Iugoslávia. Com as guerras de independência nos anos 1990, mais um fluxo.

Em contrapartida, os ingleses vêm, aos poucos, descobrindo a Croácia como destino para viver a aposentadoria. Além do custo de vida mais baixo, os aposentados podem trocar o tempo geralmente frio e chuvoso da Inglaterra por invernos mais amenos e verões quentes e ensolarados à beira do Mar Adriático.

Em comum, o intercâmbio estudantil é outro fator de imigração entre os dois países. Assim como os aposentados, os jovens ingleses buscam na Croácia um país diferente, mais ensolarado e com outra cultura para estudar e fazer trabalhos temporários.

O Ministério da Imigração britânico, então, decidiu que os croatas poderiam ter os mesmos direitos imigratórios em relação aos outros cidadãos da União Europeia. A ministra disse, na ocasião, que a medida não levaria sérias dificuldades ao mercado de trabalho do Reino Unido.

O duelo de Croácia e Inglaterra expõe também dois países nascidos em contextos históricos diferentes: o primeiro só conseguiu reconhecimento internacional da independência em 1992, enquanto o segundo nasceu como nação ainda na Idade Média.

Assim, o desenvolvimento econômico de Croácia e Inglaterra ocorreu em ritmos diferentes. Os ingleses continuam uma potência política, comercial e militar. Os croatas, por outro lado, se recuperam pouco a pouco das guerras do século 20 e da crise de 2008. Eles ainda convivem com alto índice de desemprego: 13,9%, segundo estimativas de 2017.

A renda per capita comparada pelo paridade de poder de compra mostra a diferença econômica dos dois países europeus: os britânicos — considerando também dados de Escócia, Gales e Irlanda do Norte — ganham, em média, US$ 43,6 mil por ano. Os croatas recebem anualmente quase US$ 20 mil a menos.

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