O regulamento da Fifa impede que um jogador possa atuar por um país se já tiver vestido a camisa de outro em competição oficial. Esse veto impede que na Copa do Mundo vejamos um atleta “migrando” de uma seleção para outra. Mas nem sempre foi assim! Na história, há registro de cinco nomes que entraram em campo por duas seleções distintas em Copas do Mundo. Luis Monti foi vice-campeão pela Argentina na primeira edição, em 30, e conquistou o título com a Itália quatro anos depois. O mítico Puskás, após envergar a camisa da Hungria em 54, fez parte da Espanha em 62. Nas duas edições, aliás, enfrentou a Seleção Brasileira. O Brasil também está na lista, representado por José Altafini Mazzola, campeão em 58. Quatro anos mais tarde, ele desfilou em gramados chilenos pela Itália. Já o uruguaio Santamaría, jogou por sua pátria natal em 1954 e pela Espanha em 62. Os anos 70 e 80 não registraram nenhum caso. Na década de 90, aconteceram dois, ambos ocasionados pelo desmantelamento da antiga Iugoslávia. Robert Prosinecki atuou pela Iugoslávia em 90 e pela Croácia, em 98. Stankovic, por sua vez, fez parte da seleção iugoslava em 98 e de Sérvia e Montenegro em 2006. Ambas as situações não foram interditadas pela Fifa por razões óbvias: os atletas não “trocaram” de país, eles é que se fragmentaram, tornando-se repúblicas independentes. Outros oito atletas estiveram em dois Mundiais por seleções diferentes, porém não jogaram pelas duas. Entre eles, quatro austríacos de 34 que foram arregimentados pela Alemanha em 38, por ocasião da anexação da Áustria pela Alemanha nazista. Nesta ocasião, aconteceu o único W.O da história dos Mundiais.

CASO ÚNICO Prosinecki detém um feito único: balançou a rede por dois países. Em 90, na Itália, marcou pela Iugoslávia contra os Emirados Árabes, na primeira fase. OIto anos mais tarde, fez dois pela Croácia, contra Jamaica e na disputa de terceiro e quarto diante da Holanda.

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