Há 13 anos, Belíssima fazia sucesso nas TVs em todo o Brasil. A trama, que girava em torno do embate entre a vilã Bia Falcão, interpretada por Fernanda Montenegro, e sua neta Júlia, vivida por Gloria Pires, marcou época. A novela também foi a estreia de Paolla Oliveira nas novelas da Globo e um dos primeiros papeis de Cauã Reymond na telinha. Para efeito de comparação, Marina Ruy Barbosa, que também integrou o elenco, tinha apenas 10 anos na época – hoje, a atriz tem 22.

Bateu saudades? A partir desta segunda-feira, 4 de junho, a trama reestreia no Vale a Pena Ver de Novo! Por isso, o Gshow foi atrás de Cauã, Paolla e Marina – além de Reynaldo Gianecchini – para descobrir curiosidades e histórias dos bastidores de gravação da novela. Confira!

“Foi o meu segundo trabalho na TV. Eu tinha feito uma novela das sete, ‘Começar de Novo’, mas era uma personagem que não falava, então passei sete meses esperando uma fala”, diverte-se a atriz. “Logo depois veio a oportunidade de fazer ‘Belíssima'”.

“Me lembro que, quando fui fazer ‘Belíssima’, pensei: ‘acho que vou malhar, né? Se vou ficar de cueca vermelha lá, pelo menos vou estar com o corpinho legal, entendeu?”, brinca Cauã. Brincadeiras à parte, segundo o ator, Belíssima foi uma oportunidade de aprender com alguns dos atores com quem contracenou, como Irene Ravache, Vera Holtz e Fernanda Montenegro.

“Acho que um dos maiores desafios que tive como ator foi entender essas quatro câmeras do estúdio. Demorei alguns anos até entender que uma faz o geral, a outra faz o close, a outra faz o médio, e você tem que ‘dar uma giradinha, descansa na direita, descansa na esquerda’, e eu via que elas faziam aquilo com uma naturalidade que eu não tinha”, explica.

“Eu tinha tirado umas férias e estava estudando nos Estados Unidos. Lá, eu estava brincando pela primeira vez de não ser galã porque lá ninguém me olhava assim, até porque eu era praticamente o mais feinho da turma – é verdade!”, relembra o ator.

“E aí, em uma sincronicidade linda do destino, o Silvio [de Abreu] me chamou em seguida e falou: ‘Olha, tenho um personagem para você que é muito louco, muito diferente, de comédia’, e eu achei que veio na melhor fase que poderia ter vindo. Primeiro, achei ele um louco de acreditar em mim porque nem eu sabia se podia fazer, mas aceitei na mesma hora”, conta.

“Lembro de dois momentos: um dia, depois de uma cena até com o Cauã, em que a gente tinha um embate, e o Silvio passando e falando: ‘você está indo bem, vou dar mais coisa para você’. Minha perna tremeu nessa hora”, conta. “A segunda cena que tenho na memória é a dona Fernanda entrando no camarim e falando: ‘Você fez uma cena muito linda ontem, parabéns’. Fiquei paralisada mais uma vez, não sei nem como eu estou aqui hoje (risos)… São essas pequenas coisas que ficam na memória, sabe?”

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