Na medicina um casal é considerado infértil se for incapaz de engravidar após um ano de relações sexuais desprotegidas. No Brasil, segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), 15% dos casais em que a mulher tem até 35 anos, apresenta problemas de fertilidade. Mas para quem enfrenta o desafio e deseja muito ter um filho a Fertilização In Vitro (FIV) é a técnica mais realizada no mundo devido às suas altas taxas de sucesso. 

O número de ciclos de fertilizações por inseminação artificial cresceu 18,7% em 2018 quando comparados com os dados do ano anterior, segundo o 12º Relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio), produzido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O relatório mostra que em 2017 foram realizados 36.307 ciclos de fertilização in vitro contra 43.098 em 2018.

A região Sudeste lidera o número de congelamentos, representando 65% dos que são feitos no país, seguido pela região Sul, com 14%, região Nordeste, com 13%, região Centro-Oeste, com 7% e, por último, a região Norte, com 1% dos congelamentos embrionários.

– A taxa de sucesso da técnica depende diretamente da qualidade do óvulo que é baseada na sua “idade”. Mulheres com até 35 anos de idade tem maiores as chances de sucesso.

– A Fertilização In Vitro (FIV) pode ajudar a prevenir a transmissão de doenças hereditárias por meio da técnica de diagnóstico genético pre-implantação, quando são selecionados aqueles que não têm o gene portador da doença específica da família.

– A FIV pode ser realizada com óvulos e espermatozoides “a fresco” ou congelados. Gametas congelados não tem prazo de validade. A técnica de criopreservação mantem os gametas a -196ºC por tempo indeterminado.

– Os óvulos não têm prazo de validade depois de congelados. Entretanto, a qualidade deles tende a ser pior com o avanço da idade. Por isso, recomenda-se o congelamento até os 35 anos para melhorar a chance de sucesso na fertilização futura.

– A chance de uma gravidez gemelar é maior em ciclos de FIV pois transferimos 2 embriões para aumentar a chance de gravidez. Entretanto, a decisão quanto ao numero de embriões a serem transferidos é do casal, baseado na relação de risco (gemelar) versus benefício (maior chance de gravidez)

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