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O boom de cervejarias artesanais, que pipocam dia após dia especialmente em Minas, somado à sofisticação de receitas tradicionais, tem despertado no consumidor um interesse extra pela bebida mais apreciada no país. Mais do que explorar o sabor dos rótulos e escolher o predileto, apaixonados pela loira gelada querem desvendar o que está dentro da garrafa. 

Sommelier de cervejas e embaixador da Krug Bier – primeira cervejaria artesanal de Belo Horizonte, com mais de 20 anos de história –, Heitor Silva diz que o conhecimento melhora a experiência do cliente. “As informações estão disponíveis de uma forma muito democrática e isso contribui para que o consumidor aprenda o bê-a-bá da bebida e tenha uma experiência muito mais legal com as cervejas”, afirma. 

Para ele, conhecer os ingredientes principais das receitas ajuda não só a apurar o paladar como a definir melhor o que agrada ou não cada um. “O lúpulo, por exemplo, é que confere aroma e amargor à bebida. Assim, se a pessoa tende a não gostar de bebidas amargas, é melhor que não tenha, de cara, uma experiência com cerveja extremamente lupulada”, exemplifica. 

Mas engana-se quem pensa que em um universo tão amplo e diversificado como o da cerveja, as receitas sejam um bicho de sete cabeças. Segundo Heitor Silva, a receita base de qualquer rótulo se resume a uma mistura de quatro ingredientes: água, malte de cevada ou cereais, lúpulo e levedura. O que as diferencia entre si, além da quantidade dos elementos utilizados, é a presença ou não de frutas, especiarias, ervas, raízes e “tudo o que a criatividade permitir”, brinca o sommelier.

Recentemente, a Skol, por exemplo, colocou no mercado a Skol Hops – versão puro malte com lúpulos aromáticos e refrescantes da marca tradicional cujas receitas, até então, eram menos complexas. Mestre-cervejeira da empresa, Laura Aguiar traduz o ingrediente, desconhecido de grande parte dos bebedores do ouro líquido, como tempero ou essência da bebida.

Primeira cervejaria artesanal de BH, a Krug Bier também oferece aos apreciadores a chance de pisar na fábrica, em Nova Lima; tour guiado deve ser agendado e é limitado a 20 pessoas

Na opinião dela, o lúpulo sempre foi usado de forma secundária na indústria brasileira, mas a busca do mercado cervejeiro por inovação e por sabores cada vez mais únicos e particulares tem contribuído para a mudança de cenário. 

Em Minas, mais precisamente em Rio Espera, região Central do Estado, foi realizada, dois meses atrás, a primeira colheita comercial de um lúpulo fabricado em território nacional. Produzida na Fazenda Fartura, a espécie, nascida na Serra da Mantiqueira, em São Paulo, é patenteada pela Heineken – cervejaria holandesa fundada em Amsterdã, em 1863. 

Em Belo Horizonte e região metropolitana, apaixonados pela loira gelada têm um atrativo a mais para apreciar a bebida alcoólica mais popular entre os brasileiros. Visitas guiadas às fábricas dão a oportunidade de conhecer modos de fazer e curiosidades sobre o ouro líquido. 

Pioneira nos passeios guiados em BH, a Backer, com 20 anos de história, abre as portas da fábrica, no bairro Olhos D’Água, aos sábados. Lá, os visitantes podem conhecer a história da empresa, ver de perto cada etapa da produção e, claro, experimentar receitas. Diretora de Marketing da cervejaria, Paula Lebbos diz que o tour ajuda a valorizar o produto e a encantar o público. 

Visita Guiada, oferecida desde o ano passado pela Hofbräuhaus BH, permite ao consumidor viver a experiência das cervejarias alemãs no coração de Belo Horizonte; tour acontece a cada 15 diasa

“É encantador entender o processo de fabricação, ver os ingredientes e sentir o gosto na boca. Quem participa de uma visita vive a própria experiência. Para nós, proporcionar tudo isso a quem gosta de cerveja de qualidade é muito importante”, comenta. 

Mestre cervejeiro da Hofbräuhaus Belo Horizonte, na Zona Sul de BH, Carlos Henrique de Faria Vasconcelos acredita que o interesse pelas visitas também esteja relacionado à produção artesanal de cervejas – hobby crescente entre os brasileiros. Desde o ano passado, a cervejaria de origem alemã oferece, quinzenalmente, o roteiro “Lei da Pureza”. Durante cerca de 1 hora e meia, os visitantes têm a oportunidade de conhecer um pouco da história da marca e do processo produtivo tipicamente alemão. 

“As visitas aproximam o público da indústria, permitindo que todos conheçam o processo e entendam como é difícil fabricar um produto de qualidade. Também despertam novos interesses e criam no consumidor uma relação mais próxima com a cerveja que irá beber”, diz. 

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