Chuva de meteoros, Ovnis ou o fim do mundo? Se você olhou para o céu na noite dessa quinta-feira (04/09/20), pode ter se assustado ao notar a movimentação de uma sequência de luzes brilhantes.

No Twitter, internautas de várias partes do Brasil como São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Belo Horizonte comentaram sobre o estranho acontecimento. Mas, afinal, o que são essas luzes?

Os pontos luminosos que aparecem agrupados em uma longa fileira foram observados também em outros países, como os EUA e Reino Unido. Mas os internautas podem ficar despreocupados, não se trata de uma invasão alienígena. As luzes são, na verdade, os primeiros 60 satélites lançados pela empresa americana SpaceX, dirigida pelo empresário sul-africano Elon Musk, para enviar internet do espaço para a Terra.

“Trata-se de um conjunto de satélites do projeto Starlink. O objetivo da empresa é colocar no espaço por volta de 40 mil desses satélites para proporcionar acesso a internet barata para todos, para que você possa ter acesso de onde estiver”,  explicou o professor de física e coordenador do laboratório de astronomia da Universidade Federal de Minas Gerais, Renato Las casas.

Segundo Las Casas, os rastros de luz podem ser vistos de qualquer lugar do planeta, mas tudo depende da órbita do lançamento, do dia e do horário. Isso ao menos por enquanto, já que os satélites ainda estão enfileirados. Com o tempo, cada um deles irá adquirir órbita própria e se dissiparão ao redor da terra.

“Eles podem ser observados um pouco depois do pôr do sol e um pouco antes do sol nascer porque eles não têm luz própria, é a luz do sol que reflete neles, outro fato é que para vê-los  a localidade de onde você está observando não pode estar recebendo luz.”

O professor afirma ainda que trata-se de um projeto contraditório. “Esses satélites foram muito bem-vistos inicialmente em todo mundo, porque a expectativa é que eles tivessem uma pintura para não refletirem tanto a luz do sol, o que não aconteceu. Para os astrônomos, isso pode atrapalhar a observação e no futuro isso pode provocar uma poluição muito grande no céu”, disse.

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