Um romance com ares de Romeu e Julieta, mas ambientado num mundo distópico em que nações africanas se uniram para formar um Império e colonizar a Europa. Esta é a ambiciosa trama de “A cor do poder”, série britânica da BBC, em quatro episódios, e que estreia nesta segunda-feira (11), na Globo. Ela também estará disponível para assinantes do Globoplay.

Rodada na África do Sul, a história tem como protagonistas Sephy e Callum, interpretados pelos atores Masali Baduza e Jack Rowan, dois rostos desconhecidos do grande público, mas em quem é bom ficar de olho.

De ‘Bridgerton’ a ‘A cor do poder’: séries de TV renovam papéis de atores negros

Eles vivem amigos de infância que se reencontram tempos depois e se apaixonam. No entanto, as diferenças de classe social serão um entrave imenso no desenrolar deste amor, colocando em risco até a vida do casal.

‘A cor do poder’: distopia apresenta um continente europeu colonizado pelo Império africano Foto: Divulgação

“A cor do poder” é uma adaptação do romance “Noughts + Crosses”, da inglesa Malorie Blackman. O livro faz parte de uma série literária que abriu as portas para a autora encarar de frente a temática racial em suas obras, conseguindo inspirar até uma adaptação como “A cor do poder”.

Abaixo, você confere mais curiosidades sobre a série.

Inversão de papéis

Lançado no Reino Unido em 2001, o livro “Noughts + Crosses”, da autora britânica Malorie Blackman, faz parte de uma série de cinco romances, formado também por “Knife Edge”, “Checkmate”, “Double Cross”, and “Crossfire”. Em todos eles, Blackman localiza sua narrativa em Albion, uma versão distópica do território britânico.

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“Noughts” é um termo referente aos descendentes dos europeus escravizados, enquanto “Crosses” é a denominação para os negros que formam a elite do Velho Mundo, outrora colonizado pelo Império africano. A série literária mostra os personagens lutando para acabar com o racismo institucionalizado em Albion.

O romance marca presença na lista do “The Guardian” com os 100 melhores livros do século XXI.

Inspiração da autora

Malorie Blackman, autora de ‘Noughts + Crosses’, livro que inspirou a série ‘A cor do poder’ Foto: Reprodução

Nascida em Londres, há 58 anos, Malorie Blackman nunca tinha abordado o racismo de forma direta em seus livros antes de “Noughts + Crosses”. Para a série literária, a escritora, que é negra, decidiu finalmente falar sobre o assunto, inclusive reutilizando detalhes de experiência pessoas pelas quais passou.

Como na ocasião em que em que precisou ser imobilizada com um gesso por conta de uma lesão e percebeu que eles eram projetados para serem imperceptíveis apenas na pele de pessoas brancas.

Protagonistas promissores

Masali Baduza, de 24 anos, nasceu na África do Sul, estudou nos Estados Unidos e virou aposta de entidade britânica Foto: Reprodução/Instagram

Em “A cor do poder”, Sephy é interpretada pela sul-africana Masali Baduza, de 24 anos. Nascida em East London, ela estudou artes cênicas na New York Film Academy no campus de Los Angeles (EUA), onde se formou em 2016. Três anos depois, a Royal Television Society, renomada entidade britânica sobre estudos de TV, incluiu Masali numa disputada lista de estrelas em ascensão.

Já Callum é vivido pelo britânico Jack Rowan, de 23 anos. O ator tem passagens pelas séries “Peaky Blinders” e “Born to Kill”. Antes de ingressar no mundo da TV, ele lutou boxe, esporte que começou a praticar aos 12 anos. Jack, aliás, venceu 18 de suas 27 lutas.

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Jack Rowan, aos 12 anos, lutando boxe: trajetória nos ringues antes dos sets de filmagem Foto: Reprodução/Instagram

Trilha de Jay-Z

Um dos destaques de “A cor do poder”, sem dúvida, é a sua musicalidade. Não à toa a trilha sonora é assinada por ninguém menos que Jay-Z, também produtor executivo da série. Estão na tela sucessos de artistas como Sampha, Run the Jewels, The Comet is Coming e GAIKA.

A trilha também está recheada de artistas africanos como Kiki Gyan, músico e tecladista ganês, os meninos do Songhoy Blues, grupo do Mali, e Ebo Taylor, famoso representante do afrobeat.

Representatividade e afrofuturismo

Série utiliza elementos do afrofuturismo para ambientar trama em sua distopia Foto: Reprodução

“A cor do poder” foi filmada na África do Sul e vários membros do elenco são do país. Um dos diretores, Koby Adom, também é negro, o que é extremamente raro para produções de TV no Reino Unido.

As modas tradicionais dos “xhosa” e de outros grupos tribais são combinadas para criar uma paisagem afrofuturista, onde o público pode se sentir maravilhado com a paisagem. Tranças, afros e dreads coloridos complementam vestidos e ternos adaptados de várias culturas africanas.

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