Em síntese a superfetação se trata da concepção de um segundo feto quando a mulher já está grávida. Portanto uma gravidez sobre a outra. Contudo é uma condição extremamente rara, acontecendo apenas uma vez a cada 1 milhão de gestações. Ou seja, é muito provável que você nunca conheça alguém que tenha passado por isso.

A principio tal fenômeno parecia ser impossível ou que só poderia acontecer em animais. Porém descobriu-se que isso poderia sim acontecer na raça humana. Mas em toda a literatura médica, só são encontrados 10 relatos de caso de superfetação comprovadas por avaliação médica após o nascimento.

Contudo o conceito de superfetação em humanos gera controvérsias e principalmente muitos debates entre médicos e pesquisadores da área. Alguns especialistas afirmam que é preciso colher mais evidências e um melhor diagnóstico em caso de superfetação em humanos. Pois acreditam que deve haver alguma outra explicação para o caso.

Basicamente a mulher continua ovulando depois de ter ficado grávida, e um dos óvulos foi fecundado.  O desenvolvimento dessa gravidez ocorre como a de um gêmeo ou múltiplo, em alguns casos os bebês não nascerão no mesmo momento.

Entretanto existe a possibilidade de que não sejam irmãos paternos, mas caso sejam filhos do mesmo pai, eles compartilharão características de gêmeos. Todavia como foram concebidos em momentos diferentes, eles se desenvolverão de forma individual.

Antes de mais nada, mulheres que possuem dois úteros (útero didelfo) teriam uma chance maior de terem gravidez com superfetação. Pois a má comunicação entre as duas partes do útero faria com que eles se comportassem de forma independente.

Bem como há uma maior possibilidade a partir de alterações artificiais no ciclo hormonal feitas durante tratamentos de infertilidade e reprodução assistida. Embora mesmo assim a chance seja extremamente pequena.

Um dos riscos da superfetação é que a segunda criança nasça prematuramente. Podendo ter, por exemplo, problemas no desenvolvimento de seus pulmões. Bem como, há um risco maior de o novo feto não se implantar no local correto, já ocupado pelo primeiro embrião.

A superfetação ocorre mais no ínicio da primeira gravidez. No segundo e terceiro trimestre o primeiro feto já está bastante desenvolvido. Assim há pouco espaço para o desenvolvimento de um segundo, pois a placenta e o cordão umbilical ocupam todo o espaço uterino.

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