Terra à vista? Sim, e é maior que a Europa

O Gabinete de Curiosidades da Radio Metrópoles hoje se sente que nem pinto no lixo. Ou melhor, pinguim no gelo. Na Antártica.  Porque se há um continente cheio de curiosidades, é sem dúvida este. A começar é claro pelo nome em português: Antártida. Com “d” no lugar do “c”. E ninguém sabe ao certo por que. Mistura de Antártica com Atlântida, a mítica cidade que teria sido engolida pelo oceano.

Mas comecemos pelo início, ou seja a data: 27 de janeiro de 1820. Este continente de verdade (é muito maior que Europa) foi descoberto há pouco mais de dois séculos. Todos os grandes navegadores já se aproximaram dele no passado. Magalhães, Vasco da Gama, e mais tarde Francis Drake e James Cook já tinham avistado geleiras. O último atravessou várias vezes o círculo polar. Mas só viu ilhas.

Foi um russo, Fabian Gottlieb Thaddeus von Bellingshausen, capitão da marinha imperial, que comprovou que havia terra ali, e não só gelo. Porque gelo que flutua, os europeus já conheciam há muito tempo: é o polo norte, o círculo ártico. Mas terra não há.

O polo sul, que por sinal só foi atingido mesmo uns cem anos depois, está no meio de uma imenso continente onde não há traço de habitação. É que as condições climáticas não são as melhores. Na verdade, são inumanas mesmo: na costa, onde se encontram os 2% de terra não cobertas por gelo o ano inteiro, os dias mais quentes do verão fazem o mercúrio subir até escaldantes… 10 graus negativos.

Já no interior, onde a camada de neve pode atingir até 4 km de profundidade, a temperatura pode descer até próximo de 100 graus negativos. Nenhum mamífero vive ali. E no entanto, em lagos subterrâneos onde nenhum raio de sol já apareceu, existem bactérias e vida unicelular que se acostumou ao ambiente carregado de nitrogênio.

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São esses, entre outros, que as centenas de cientistas que estão lá estudam. Porque a Antártica é o continente da ciência. Um acordo multinacional assinado em 1959 fez todos os países desistir de operações militares ou de exploração do solo. Por isso também as fatias onde vários países, Brasil incluso, podem instalar suas bases de pesquisa.

A estação de pesquisa brasileira na Antártica

Nesta quarta-feira (26/1), bote seu mais espesso casaco e venha descobrir o continente branco com os Cabeças da Noticia, entre 07H00 e 09H00 na Rádio Metrópoles. No 104.1 FM em Brasília e região, e no mundo inteiro (mas não na estação Comandante Ferraz, infelizmente) pelo aplicativo.