Levantamento do Datafolha sobre a avaliação do governo Jair Bolsonaro mostrou que 60% dos entrevistados apoiam a nomeação de militares para cargos de destaque no governo federal.

O apoio aos militares nos ministérios cai entre entrevistados com renda familiar mensal de até dois salários mínimos. Nessa faixa, o apoio a essa iniciativa fica em 56%. No recorte entre que tem renda familiar mensal de mais de dois salários mínimos e até cinco salários mínimos, a taxa é de 63%. Na faixa seguinte, de renda familiar de até dez salários mínimos, atinge seu maior apoio, com 65%. Acima disso, desce para 52%.

O apoio de entrevistados que se declaram empresários à presença de militares no governo chega a 80%, de acordo com o Datafolha. A maior resistência a esses ministros e auxiliares do presidente vem de entrevistados que se apresentaram como estagiários ou aprendizes, com aprovação de 50%. Entre os funcionários públicos, a aprovação é de 51%, e entre desempregados, de 52%.

Quem considera o governo Jair Bolsonaro bom ou ótimo defende mais a nomeação de militares para cargos estratégicos da administração federal. Nessa faixa dos entrevistados, o apoio a essas nomeações sobe para 90%. A situação se inverte quando são ouvidos os que avaliam o governo como ruim ou péssimo: 74% entendem que é negativa esse tipo de iniciativa.

Quem votou em Jair Bolsonaro também tende a aprovar mais a indicação de integrantes das Forças Armadas para cargos de destaque. Entre eleitores dele, de acordo com a pesquisa, o apoio chega a 84%. Já entre eleitores do principal adversário em 2018 do atual presidente, Fernando Haddad (PT), o apoio cai para 29%. No Nordeste, única região do país em que o atual presidente não liderou no segundo turno de 2018, a aprovação a essas indicações também é menor, com 53%.

A aprovação de evangélicos à indicação de militares chega a 68%, segundo a pesquisa. Entre os evangélicos do ramo pentecostal, o índice chega a 72%. Fiéis desse braço do cristianismo foram uma das principais bases de apoiadores de Bolsonaro durante a campanha eleitoral. Entre entrevistados que declaram não ter religião ou se dizem agnósticos, o apoio cai para 41%.

A maioria dos entrevistados declarou não ter um partido de preferência. Entre aqueles que disseram que a sigla preferida é o PSL, de Jair Bolsonaro, o apoio aos militares no governo chegou a 95%. Entre as legendas de oposição, o índice desaba. Cai para 35% entre simpatizantes do PT, e 9% entre quem prefere o PSOL.

A exemplo da aprovação ao governo Jair Bolsonaro, o apoio à presença de militares também tende a ser maior em municípios do interior dos estados em comparação com os de regiões metropolitanas. A aprovação a militares vai a 62% em municípios do interior ante 57% em áreas metropolitanas. Em municípios médios, de 200 mil a 500 mil habitantes, atinge o topo, com 63% de aprovação.

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