Provavelmente por causa do Tomorrowland, o ritmo de lançamentos deu uma caidinha na última sexta — o que significa que não tivemos aquele super desafio em selecionar 10 entre 30, como nas últimas semanas.

Machucado após pular de uma mesa durante sua apresentação em Las Vegas, Martin Garrix parece ter tirado esses dias de descanso para concluir “These Are the Times” com JRM.

Usando apenas uma melodia básica para a maior parte da faixa, esta é uma produção construída de maneira muito mais simples se comparada com outros lançamentos do DJ e produtor holandês — basta notar que o mesmo drop é repetido três vezes ao longo da música. De certa forma, porém, é uma música alegre, com um vocal suave e bom o suficiente para cantar junto em shows e festivais.

Pupilo de Eric Prydz, Cristoph retorna ao selo do seu maior apoiador para o seu primeiro lançamento do ano. Sucessor de “Breathe” — sucesso de crítica e público no ano passado, em colaboração com CamelPhat —, “Slowly Burning” mostra a habilidade do produtor em criar faixas com uma sonoridade forte, porém ao mesmo tempo emotivas, que caem bem nas pistas e também vão bem nas plataformas.

Os vocais da cantora Jem Cooke dão um charme mais do que especial para a música, lançada originalmente em 2015, pela Defected, e relançada em novo formato quatro anos depois.

Bhaskar, que vem numa crescente muito boa e com ótimos lançamentos recentes, desta vez se juntou com outro DJ e produtor brasileiro, Kiko Franco, para o lançamento de “Vicious”.

O beat dá música prende sua atenção logo de cara e vai progredindo aos poucos até encontrar um vocal sexy e moderno. Além disso, o uso do trompete dá um frescor pra track, que, sem dúvidas, deve ferver muito ainda as pistas.

Depois de quatro anos, o DJ e produtor Brian Cid faz seu retorno ao prestigiado selo Lost & Found com um EP de quatro músicas. Valeu a pena esperar? Definitivamente!

Aqui vamos falar da faixa “Symbiosis”, que começa quase que de maneira transcendental e hipnótica. Cid produz de maneira harmônica e profunda, fundindo influências do progressivo, do tech house e do techno melódico. Uma obra-prima pra curtir sem moderação. 

Aqui temos um fato curioso que merece ser destacado. “Push The Feeling On” é um clássico da dance music de 1995. A música ficou famosíssima no mundo inteiro pelas mãos no grupo musical escocês Nightcrawlers, e se você é dessa época, certamente já deve ter dançado e escutado esse hit no discman ou em alguma rádio qualquer.

Agora, em 2019, o DJ e produtor porto-alegrense Brannco revive esse clássico que passa a ser  interpretado — para a nossa surpresa — por Maya Days, cantora que também ficou conhecida por alguns lançamentos importantes do eurodance (como“Feel it”, de 1998). Isso que a gente chama de encontro de clássicos!

Fatos à parte, nessa releitura, lançada pela HUB Records, Brannco entrega uma versão energética, moderna e cheia de groove. Vai ganhar fácil, fácil as pistas.

Considerado um gênio na cena underground, o francês Rodriguez Jr. é um defensor do techno em sua forma mais melodiosa. “Malecón Azul” captura de maneira harmoniosa a essência do verão numa dinâmica quase que emocional.

A melodia flui numa maré progressiva de emoções através de batidas leves, pulsos ecoados e sintetizadores que se convergem brilhantemente com o grave. O resultado é uma experiência auditiva incrível.

O trio holandês Kraak & Smaak faz uma fusão gloriosa de várias vertentes, unindo breakbeats com funky, pop e disco. Todos esses elementos criam o cenário perfeito para o todo poderoso vocal da cantora de blues Izo FitzRoy, que sabiamente transmite sua identidade pra faixa.

Em junho, a canção de Izo produzida por Dimitri From Paris, “I Want Magic”, foi premiada como a música do mês pela Mixmag. Agora, ao ouvir “Sweet Time”, você vai querer que esse “doce tempo” dure um pouco mais. 

A verdade é que faltam mulheres na cena mainstream, e Groove Delight está chegando pra mudar esse contexto. Com drops energéticos e potentes, “Girl Effect” mostra, de fato, o efeito e o poder das mulheres na música eletrônica.

Segundo publicação da artista em suas redes, a faixa vem depois de um hiato sem produzir devido a um bloqueio criativo. Que venham mais músicas de peso, Groove Delight — e que também outras mulheres possam se destacar na nossa lista semanal!

Por quase 20 anos, Fedde Le Grand se destacou no cenário mundial como um mestre da dance music. “Skank” carrega consigo uma vibe de verão graças, em grande parte, a um sample vocal do cantor Jah Screechy presente na música “Walk and Skank”, lançada em 1984.

Le Grand manteve os riffs de reggae da versão original, aplicando instrumentos, como a bateria, de maneira bastante energética. É um som interessante porque Fedde brinca com um monte de gêneros diferentes.

Lee Burridge é responsável por um dos mais importantes selos da house music (e que também é uma festa), chamado “All Day I Dream”. Com passagens pelos principais clubs e festivais pelo mundo, incluindo Warung, D-EDGE Festival e Burning Man, Lee é daqueles DJs que cativam o público logo na primeira experiência. Difícil não se impressionar com a qualidade e profundidade das suas produções dentro do que podemos chamar de “house melódico”.

E agora, depois de 36 anos, Lee Burridge finalmente lança, em colaboração com o produtor belga Lost Desert, o primeiro álbum da sua bem-sucedida carreira. As dez faixas criam uma atmosfera sofisticada, melódica e profunda que exigem, de certa forma, uma atenção cuidadosa de quem é fã do gênero. Mais do que isso, Melt é um álbum delicado, profundo, sexy e cheio de nuances, que pode ser apreciado nos mais diversos momentos do cotidiano.