No cinema, talvez não exista algo mais estigmatizado do que a sequência de um filme de sucesso. Além de toda a expectativa que causa nos fãs, fica aquele desafio de não se configurar em uma estratégia comercial para ganhar um pouco mais de grana em cima do sucesso da primeira produção – na tentativa de tirar o caldo de uma laranja que já é só o bagaço. Mas será que esse estigma se recai sobre a animação que mais fez sucesso na história do cinema? 

“Frozen 2”, a sequência de “Frozen – Uma Aventura Congelante”, lançado no ano de 2013, chega aos cinemas de Rio Preto nesta quarta-feira, 1. O longa é ansiosamente esperado por fãs de todas as idades, que não viam a hora de se reencontrar com a abnegada Rainha Elsa, sua irmã, Anna, e a pitoresca comunidade de Arendelle.  

Assim como o filme que deu origem à franquia, “Frozen 2” é mais uma produção que consegue equalizar a popularidade extrema e as análises positivas da crítica especializada. Sim, o roteiro e o apuro estético da segunda animação são tão bons quanto os da primeira, e o resultado disso, como todo mundo sabe, será muitas cifras nas bilheterias e, claro, muitos prêmios. 

Maior bilheteria do ano de 2013, “Frozen – Uma Aventura Congelante” conquistou o Oscar, o Globo de Ouro e o Bafta de melhor filme de animação (2014), isso sem contar o Critics’ Choice Award, o Prêmio do Sindicato de Produtores da América, o Nickelodeon Kids’ Choice Award e o Prêmio da Academia Japonesa de Cinema (detalhe: o de melhor filme em língua estrangeira).

Na segunda animação dos estúdios Disney, o público vai descobrir, junto com Elsa, as origens de seus poderes congelantes, que condenaram o seu reino a um inverno eterno. A história é recheada de flashbacks relacionados à infância de Elsa e Anna. Eles são motivados por uma história contada pelo pai, do tempo quando ele ainda era príncipe de Arendelle. 

O rei conta às meninas a história de uma visita à floresta dos elementos, onde um acontecimento inesperado teria provocado a separação dos habitantes da cidade com os quatro elementos fundamentais: ar, fogo, terra e água. Essa revelação é que ajudará Elsa a compreender a origem de seus poderes.

Para a crítica, “Frozen 2” faz jus ao sucesso da primeira sequência, ponto para a dupla de diretores Chris Buck e Jennifer Lee, que, a partir do clássico “A Rainha do Gelo”, de Hans Christian Andersen (1805-1875), conseguiram construir uma trama bastante original, que subverte vários clichês desse universo povoado por princesas padronizadas. A própria abnegação de Elsa, que abre mão de seu reino e escolhe uma vida solitária, para não colocar ninguém em risco, já é algo diferente das histórias desse estilo. Tão diferente que rendeu inúmeros tipos de leitura – para o bem e para o mal. 

Nos cinemas dos Estados Unidos, o filme estreou há pouco mais de um mês, e o resultado, claro, não poderia ser outro: várias semanas na liderança das bilheterias. Ou seja, a liberdade está mais forte do que nunca, e, pelo que tudo indica, as aventuras das irmãs Anna e Elsa não vão parar no segundo filme.

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