A cobrança da torcida por um futebol vencedor foi o foco de Rodolfo Landim ao lançar candidatura à presidência do Flamengo nesta terça-feira (25). O evento, realizado em um cinema na Zona Sul do Rio de Janeiro, contou com cerca de 500 pessoas. Diversas figuras influentes da política rubro-negra marcaram presença.

Um rápido filme sobre a trajetória de Landim no Flamengo foi exibido no telão. Ali, críticas ao futebol já apareceram, principalmente sobre a apatia demonstrada pela equipe em algumas ocasiões. Landim prometeu um time diferente caso seja eleito em dezembro.

“Queremos que o Flamengo volte a ser vencedor. Precisamos ter cobranças e metas claras. O comportamento precisa mudar, começando de cima. Eu vou cobrar e isso seguirá por toda estrutura. O Flamengo deixará de ser esse time apático que temos visto. Hoje, não somos respeitados”, afirmou.

Rodolfo Landim criticou também o processo de contratação do CIM (Centro de Inteligência e Mercado) e disse que a forma de gerenciamento do departamento de futebol será alterada. Ele defendeu uma reavaliação dos profissionais envolvidos.

“O Flamengo aplicou muito mal os recursos nas contratações. É discutível como certos jogadores com um histórico de lesões enorme foram contratados e oneraram tanto a folha de pagamento. Comprometeram o Flamengo a longo prazo”, completou.

A Chapa UniFla (Unidos pelo Flamengo) salientou que investirá nos esportes olímpicos e respondeu acusações da situação de que o aporte financeiro fora do futebol será cortado. Coube a Luiz Eduardo Baptista, o Bap, ex-vice de marketing e VP de Relações Externas em caso de triunfo de Landim, as palavras mais duras.

A eleição do Rubro-negro acontece em dezembro. Pelo estatuto do clube, o pleito ocorre nos primeiros dez dias do mês. Landim disputa o cargo para o triênio 2019-2020-2021 contra Ricardo Lomba, vice-presidente de futebol e candidato de Bandeira, além de Marcelo Vargas.

O executivo também deixou claro que não pretende se reeleger e apoia outro nome do grupo daqui a três anos. Isso, claro, se vencer o pleito. Também garantiu que não tentará a carreira política, o que tem feito o atual presidente sofrer até pedidos de impeachment nos últimos meses de gestão.