Todos nós almejamos sonhos e, de uma forma ou de outra, alimentamos objetivos de vida. Cada pessoa tem a sua forma de pensar sobre o futuro ideal, mesmo que este seja compartilhado por um padrão de conceitos e vicissitudes. As variantes podem ser gigantescas, mas outras são sempre mais do mesmo. Sem juízo de valor, os sonhos são projeções que fazemos para que o “caminho” tenha algum sentido. No entanto, mal as pessoas sabem que, talvez, o próprio caminho seja o objetivo. Bom, fugindo completamente das mesmas metas de vida, Kim Thai decidiu fazer diferente. A garota faz parte da comunidade Mukbang, um grupo crescente de Youtubers que compartilham vídeos de si mesmos ingerindo grandes quantidades de alimentos. Com o canal “Eat with Kim”, a jovem conquistou um público fiel de visualizadores e fez disso o seu objetivo de vida. Conheça a garota que largou seu emprego e agora vive comendo em vídeos do Youtube.

De acordo com Andrea Stanley (via Cosmopolitan), Kim Thai ganha ao menos seis dígitos ao filmar-se comendo muita comida. Pelo visto, a pornografia alimentar atingiu novos horizontes.

Dentro de oito meses após o lançamento de seu canal, Kim Thai já acumulava mais de 200 mil assinantes e um salário de seis dígitos. Andrea Stanley ressalta que, além dos vídeos em si, a jovem fatura bastante com anúncios e patrocínios. Ela chegou a largar seu trabalho como assessora de comunicação em uma marca nacional de beleza para se concentrar no YouTube. Inclusive, quer ampliar ainda mais o sonho audiovisual. Thai está planejando sua própria linha de roupas, já que agora possui um público mais do que fiel comendo em vídeos do Youtube.

“Foi um movimento super desesperador e um grande salto”, disse Kim Thai, em entrevista para a Cosmopolitan. “Mas olhando para trás, estou tão feliz por ter decidido seguir meu coração”. A tailandesa faz parte da comunidade de influenciadores mukbang (“muck-bong”). Ou seja, “uma categoria em que centenas de milhares de fãs assistem vídeos de pessoas ingerindo grandes quantidades de comida”, escreveu Andrea Stanley.

Alguns espectadores acham que o mukbang é “sensual”, segundo relatos de Stanley. “Para alguns, ouvir os dedos tocando um microfone ou escutar a manteiga salgada de um mexilhão sendo mastigada é uma experiência quase pornográfica”. No entanto, para outros, observar pessoas ingerindo frutos do mar é uma experiência vicária. Ou seja, é como se estivessem passando pela experiência. Ainda mais no caso de pessoas que não podem pagar a comida ou têm alergia. Além disso, estes vídeos fornecem companhia para quem normalmente come sozinho, mas gosta de estar com outra pessoa.

Mukbang – composto das palavras coreanas para “comer” (meokneun) e “transmitir” (bangsong) – originou-se na Coreia do Sul, em meados de 2000. Mais ou menos nessa época, um segmento da TV coreana mostrava hóspedes comendo. A tendência se expandiu para o site sul-coreano AfreecaTV, onde a prática se tornou popular.

Durante uma transmissão de mukbang, os anfitriões conversam com os espectadores e expressam seu prazer. Dessa maneira, dão a entender que estão comendo juntos. Isso cria uma atmosfera socialmente muito importante durante as refeições coreanas.