O curso “Cinema & Filosofia”, promovido pelo Edge Arts, tem como objetivo revisitar as grandes obras cinematográficas à luz dos movimentos filosóficos que dão corpo às mensagens dos autores. Sob a orientação do premiado romancista e poeta José Paulo Miranda e do professor de cinema e televisão Luís Gouveia Monteiro, os participantes terão a oportunidade, a cada sessão, de analisar os filmes e discutir o carácter inovador das obras, bem como, o seu pensamento subjacente. Este curso tem a duração de 3 meses (de 1 de outubro a 3 de dezembro), no Auditório Leap do Espaço Amoreiras, em Lisboa. É composto por 10 sessões em horário pós-laboral, das 19H às 21H, todas as segundas-feiras.

Do cinema para a filosofia e para a literatura será possível percorrer algumas das técnicas e momentos marcantes da história do cinema, assim como da história da filosofia. Com especial ênfase para os filósofos,Platão, Santo Agostinho, Nietzsche, Wittgenstein e Heidegger que serão abordados nas leituras. No que diz respeito aos filmes serão analisadas as seguintes obras: A Single Man, 2009 – Tom Ford; A Corda, 1948– Alfred Hitchcock; Acto da Primavera, 1963 – Manoel de Oliveira; Blow Up, 1966 – Michelangelo Antonioni; O Cavalo de Turim, 2011 – Bèla Tarr; Johnny Guitar, 1954 – Nicholas Ray; Nostalgia, 1983 – Andrei Tarkovski; Matrix, 1999 – Lilly e Lana Wachowski; O Sabor da Cereja, 1997 – Abbas Kiarostami e Belarmino,1964 – Fernando Lopes.

Nasceu na Aldeia de Paio Pires em 1965. É poeta, escritor e dramaturgo. Licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Letras de Lisboa. Vencedor do Primeiro Prémio José Saramago (1999) e de dois prémios de poesia Teixeira de Pascoaes (1998), SPA (2015). É membro do Pen Club desde 1998. Viveu em Istambul entre 1999 e 2004, tendo viajado nesse período pelo Mediterrâneo e Médio Oriente. Em 2001, viveu três meses em Macau. Viveu no Brasil entre 2005 e 2015. Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. Neste momento reside no Estoril.   

Luís Gouveia Monteiro nasceu em Coimbra em 1975. Estudou filosofia e cinema e é licenciado e mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa. Começou a trabalhar na imprensa em 1993, nas páginas do Público e desde então tem publicado regularmente nos principais títulos da imprensa portuguesa. Esteve na fundação de vários projectos editoriais como o Semanário Já, o jornal O Espelho e os canais de televisão CNL, SIC Notícias e Canal Q. Reside em Lisboa, mas divide-se entre as aulas na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e na FCSH da Universidade Nova de Lisboa, onde assegura várias unidades curriculares das especialidades de cinema, televisão e jornalismo.

Criado em 2012, no ano em que o The Edge Group celebrou o seu 10º aniversário, o Edge Arts é um projeto cultural destinado a promover a arte contemporânea, através da pluridisciplinaridade dos seus espaços. Focado na aposta nas novas gerações de artistas portugueses e na criação de programas baseados na inovação, criatividade, sustentabilidade e empreendedorismo, o Edge Arts organiza exposições, conferências, concertos e outras iniciativas, que pretendem divulgar a arte contemporânea junto de públicos que habitualmente não visitam os museus e atrair novos públicos (nacionais e estrangeiros) de diferentes áreas de negócio pelo envolvimento de opinion leaders do ramo no seu programa de atividades.

O The Edge Group é um conjunto de holdings de investimento e capital de risco, lideradas por José Luís Pinto Basto, focadas em projetos imobiliários e desenvolvimento de atividades inovadoras e complementares, através do investimento em empresas que geram elevados resultados, mas sempre dentro da filosofia ‘triple bottom line’, ou seja, que atingem o equilíbrio ótimo entre a sustentabilidade económica, social e ambiental.