Há mais de 70 anos a ciência estuda a relação entre o autismo e a música. Para entender melhor a ligação, pesquisadores da Universidade de Montreal, na França, e da Universidade de McGill, no Canadá, fizeram um ensaio clínico de três meses com crianças de seis a 12 anos.

Durante a pesquisa, as crianças foram divididas em dois grupos: o primeiro participou de sessões semanais de 45 minutos de terapia envolvendo atividades de interação com música e o segundo teve sessões de terapia com as mesmas atividades, só que sem música.

Novos exames de ressonância magnética feitos nos pacientes do primeiro grupo sugerem que as melhoras são resultantes de uma maior conectividade entre as regiões motora e auditivas do cérebro e menor ligação entre as regiões auditivas e visuais, que são vistas com mais frequências em quem tem autismo.

Segundo Megha Sharda, autora do estudo, os resultados são animadores. A pesquisadora explica que para as pessoas com autismo pode ser um desafio se comunicar prestando atenção ao que o outro diz, pensando em uma resposta e ignorando o ruído à volta. Para isso, é crucial que as ligações no cérebro sejam favoráveis.

Megha acrescenta que é importante ressaltar que o estudo não encontrou mudanças nos sintomas do autismo. “Pode ser porque não temos uma máquina sensível o suficiente para medir mudanças nos comportamentos de interação social”, diz.

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