Aos 84 anos, Giorgio Armani construiu um império que o fez um dos homens mais ricos do mundo da moda. O italiano é cofundador e único dono da marca Armani, que reúne linhas como Giorgio Armani Privé, Emporio Armani e AJ Armani Jeans.

Mesmo com a tendência da venda das grandes marcas aos conglomerados de moda, a Armani continua nas mãos do próprio criador. No desfile de primavera/verão 2016, o estilista chegou a declarar à imprensa, em Milão: “Enquanto eu estiver vivo, haverá independência. Logo depois, talvez terei preparado o terreno para um tipo de independência que é mais medida, mais controlada”.

As investidas do italiano, no entanto, vão além da moda e dos cosméticos. Ele é dono de negócios como hotéis, imóveis e restaurantes, além de uma linha de design de interiores, a Armani Casa. Ao redor do mundo, ostenta casas em localidades como Itália, sul da França e Caribe. O empresário também é acionista na fabricante de óculos Luxottica.

Nascido em 1934, o estilista começou a carreira na moda na década de 1960, como designer da linha masculina da marca Nino Cerutti. Antes disso, abandonou os estudos de medicina para cumprir o serviço militar em 1957. Também foi vendedor na loja de departamentos milanesa La Rinascente.

Junto com Sergio Galeotti, fundou a Armani em 1975, para a qual desenha e comanda até os dias atuais. Depois de abrir uma subsidiária nos Estados Unidos em 1979, chamou atenção ao produzir os figurinos para o filme Gigolô Americano, estrelado por Richard Gere. Já na década de 1980, incluiu novas linhas, como a Emporio Armani.

Entre os anos 1980 e 1990, a marca passou a construir relacionamentos com celebridades. Em termos visuais, ficou conhecida por uma abordagem mais andrógina da moda: suavizou o imaginário masculino, enquanto trouxe força e poder para as mulheres. Seguindo uma linha minimalista, trouxe ao circuito fashion um menswear com acabamento sofisticado.

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