Rafaela Borges é jornalista automotiva desde 2003, com passagens por Carsale e Estadão. Escreve sobre o mercado de veículos, supercarros, viagens sobre rodas e tecnologia.

Trancoso é o “hotspot” dos famosos no Brasil. O último período de festas entre Natal e Ano Novo reuniu no vilarejo baiano, que é distrito de Porto Seguro, celebridades como Marina Ruy Barbosa, Bruna Marquezine, Thassia Naves e Bruno Gagliasso.

Passadas as festas, Trancoso dá adeus à maioria dos famosos, mas mantém sua aura “hippie chic”. Durante o ano todo, atrai quem está à procura da tranquilidade de praias exuberantes aliada à boa estrutura e alta gastronomia. E, para fazer sua experiência no vilarejo valer ainda mais a pena, alugar um carro é primordial.

Quer um local que dá para ser explorado a pé? Esqueça Trancoso. Por lá, você precisará de meios de locomoção sobre rodas, já que o vilarejo é muito mais que o famoso Quadrado São João Batista. Você pode até se hospedar nesse local, o centro histórico, no qual está concentrada quase toda a vida social do “hotspot” baiano.

Mas Trancoso vai bem além do Quadrado. Para chegar a esse “centrinho”, aliás, quem se hospeda em pousadas mais próximas às praias tem de “escalar” rampas respeitáveis. Algo que nem todo mundo está disposto a fazer.

Para chegar e circular entre as exuberantes praias que se espalham por muitos quilômetros de litoral, você precisará de um carro – muitos turistas, mais aventureiros, optam pelos buggies. Além disso, há locais nas imediações que merecem ser conhecidos, como a praia do Espelho e, se houver tempo, Caraíva.

E por que não usar táxi? Para chegar à praia do Espelho, por exemplo, eles costumam cobrar R$ 200 o trecho. Já do quadrado até o coração da praia dos Nativos, um trecho de menos de 5 quilômetros, o valor é de R$ 50.

Do Quadrado à praia do Taípe, famosa por suas falésias, o valor sobe para R$ 80 o trecho. Por lá, os táxis não usam taxímetro. Cobram por trecho, e cobram caro. Algo que reforça a ideia do aluguel de um carro.

O ideal é alugar o automóvel no aeroporto de Porto Seguro, destino dos voos comerciais da região. Para chegar a Trancoso, é preciso passar por ele, a não ser que você disponha de uma aeronave particular. Nesse caso, há pistas nos condomínios Terravista (Taípe) e Outeiro das Brisas (próximo à praia do Espelho).

De lá, o caminho até Trancoso pode ser feito apenas por rodovia ou também usando balsa (leia detalhes abaixo). Na alta temporada, em janeiro e fevereiro, é primordial fazer a reserva do veículo no site da locadora.

Na Localiza Hertz, por exemplo, as diárias partem de R$ 75, já com seguro. Com a taxa de aluguel, o total para uma semana fica em cerca de R$ 580, valor que pode ser parcelado em dez prestações.

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Com o carro, evita-se também pagar pelo transfer do aeroporto até Trancoso, que parte de R$ 80 por pessoa, por trecho. O valor de um táxi pode chegar a R$ 300.

Essa opção só vale a pena para quem quer alugar um automóvel por um ou dois dias, e não pelo período completo de viagem. Os hotéis costumam ter parceria com empresas especializadas no aluguel de veículos e buggies.

Isso pode ser muito legal para quem gosta de dirigir em trechos off-road. Não é à toa que tanto Land Rover (em 2017) quanto Volvo (na virada de 2015 para 2016) já fizeram ações com seus carros no vilarejo. A Mitsubishi é outra que já expôs seus veículos em Trancoso.

Porém, alugar um utilitário de verdade, com tração nas quatro rodas, pode ser bastante caro (e difícil, pois poucas locadoras os têm disponíveis no aeroporto de Porto Seguro). Assim, um SUV urbano (o Renault Duster é o mais comum, mas há outras opções) pode ser ótima pedida.

Dá para alugar um modelo mais em conta, como um hatch ou sedã compacto? Dá sim, e a maioria das pessoas faz isso. O único problema é o desconforto, algo que um SUV pode evitar. As estradas são bastante ruins, principalmente no trecho para a praia do Espelho.

Você receberá o carro com o tanque completo, e terá de devolvê-lo na mesma condição. Dica importante: como a maioria das estradas em Trancoso É de terra, é inevitável que o veículo fique muito sujo, coberto por poeira. Lave-o antes de entregá-lo à locadora, ou você terá de pagar uma caríssima taxa de limpeza.

Dá para ir do aeroporto de Porto Seguro a Trancoso por terra, em uma estrada bastante perigosa, que requer total atenção, mas também com curvas que a deixam bem divertida para quem gosta de dirigir. São cerca de 80 km.

De balsa, entre Porto Seguro e Arraial d’Ajuda, o caminho fica cerca de 40 km mais curto. Porém, você pode levar o mesmo tempo que levaria pela estrada – ou até mais, se houver filas na embarcação.

Usar o Waze e outros navegadores em smartphones é a melhor opção para não se perder pelo caminho. Mas cuidado: em alguns trechos da rodovia, o sinal do aparelho pode ficar ausente por longos trechos, dependendo da operadora.

As praias mais próximas do centro são Nativos e Coqueiros. A primeira, a oeste do Quadrado, reúne a maior parte das pousadas badaladas e seus famosos clubes de praia.

Estrela d’ Água e Tangará oferecem estruturas de praia para não hóspedes e cobram no mínimo R$ 100 de consumação por pessoa. A oeste de Nativos estão Rio da Barra e Taípe. Na primeira, o visitante pode alternar sua imersão nas águas entre o mar cristalino e o rio.

Já Taípe é famosa por suas belas falésias. Por lá, não há clubes de praia com estruturas inspiradas nas de locais badalados como Ibiza (Espanha) e Saint-Tropez (França). Os visitantes têm à disposição barracas de praia, mais simples.

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A leste do Quadrado fica a praia dos Coqueiros, mais popular entre as pessoas que visitam Trancoso apenas por um dia, em excursões. Por isso, é a menos tranquila do vilarejo. Ao lado, a praia Rio Verde é mais exclusiva, e também investe em sofisticados clubes de praia.

Uma boa dica é o Casa Clube, hotel com um dos clubes de praia mais legais de Trancoso. O local também é um dos únicos a não cobrar consumação dos não-hóspedes.

A última praia da estrada leste do vilarejo é também a mais bela, Ponta de Itapororoca. Por lá, não há estrutura nenhuma, a não ser as privadas, de casas dos sofisticados condomínios do local. Mas vale levar a canga e passar a manhã por lá, para tomar banho em suas maravilhosas piscinas naturais.

Tanto na parte oeste quanto na leste, as praias são interligadas, de carro, por estradas de terra. Eles ficam em uma única reta, nos dois casos. Do Quadrado ao Taípe, leva-se cerca de 25 minutos. Do centro à Ponta de Itapororoca, entre dez e 15.

A praia do Espelho é mais turística que Itapororoca, mas vale a visita. É ideal chegar cedo, para aproveitar a maré baixa e se deslumbrar com o “espelho” em forma de mar.

Não deixe de caminhar até a vizinha praia dos Amores, próxima e igualmente bela. Para quem gosta de estrutura, há algumas pousadas e bares. A maioria cobra consumação.

A praia do Espelho é um programa que tomará, no mínimo, metade do dia, dependendo de sua disposição de ficar por lá. Embora fique a apenas 25 km do centro de Trancoso, a maior parte do trecho é de terra, e em condição bem ruim. A viagem pode demorar até uma hora.

Já a bela e rústica Caraíva fica a 50 km de Trancoso, em uma viagem entre uma hora e meia e duas horas. Dá para fazer tranquilamente um bate-e-volta mas, se houver tempo, uma boa dica é se hospedar por lá uma noite. Há pousadas muito charmosas.

Para quem não quer saber de pegar carro à noite, a melhor opção é ficar hospedado no Quadrado. Mas certifique-se de que o hotel tenha estacionamento. Em alguns casos, não há, e a entrada é pelo próprio Quadrado, não pela rua de trás. Isso obriga o hóspede a caminhar com suas malas na chegada e na saída, já que veículos não circulam nessa área.

Uma das pousadas mais bacanas do Quadrado é a Capim Santo (diárias a partir de R$ 735). Tem estacionamento gratuito, piscina e quartos e suítes bem iluminados, com decoração rústica chique. Algumas são de dois andares.

Já a pousada El Gordo (média diária a partir de R$ 900), na ponta do Quadrado, oferece uma das vistas mais deslumbrantes de Trancoso. Outro local com uma bela vista e muita sofisticação é o hotel boutique Bahia Bonita (parte de R$ 1.064 por dia), que fica fora do quadrado, mas próximo a essa área.

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Nas imediações do Quadrado, aliás, há algumas opções mais econômicas, mas bastante charmosas. Entre os exemplos estão as pousadas Mar à Vista (a partir de R$ 450 a diária) e Encantada (média parte de R$ 480 por dia).

Na praia, as pousadas mais famosas são as luxuosas Estrela d’ Água (a diária parte de R$ 3.925) e Tangará (média a partir de R$ 1.750 por dia). Ambas ficam na praia dos Nativos e são muito badaladas.

Uma opção de praia mais em conta e igualmente sofisticada é a Bahia Bonita – Praia (Rio Verde, com diárias a partir de R$ 1.030). O único problema dessa pousada é a ausência de piscina.

Para economizar um pouco e ficar confortavelmente instalado na praia, há a Casa Clube (Rio Verde, com preço diário a partir de R$ 320). A cerca de 200 metros da praia dos Nativos, há a Mata N’Ativa (diárias a partir de R$ 384), com natureza exuberante e às margens do rio Trancoso. Tem quartos muito confortáveis e espaçosos, além de um restaurante com preços baixos para o nível do vilarejo – e comida bem gostosa.

Vale a pena se hospedar no Club Med (a partir de R$ 3.510 por dia)? Em minha opinião, não. Por ser um resort, o hóspede vai acabar passando muito tempo por lá, e não desbravará tudo o que Trancoso tem a oferecer. Além disso, fica no Taípe, uma das praias mais distantes do centro.

Trancoso tem preços altos em quase tudo, mas, quando o assunto é restaurante, cada centavo gasto vale a pena. Há muitos opções que oferecem alta gastronomia. A maioria fica no quadrado, ou nas ruazinhas ao redor.

Meu preferido em Trancoso é o El Gordo. A vista abaixo é um privilégio de quem vai almoçar no restaurante. Peixes e frutos do mar são as especialidades, mas há até alguns tipos de carne. Não deixe de provar o petit gateau de doce de leite.

O Jacaré, a cerca de uma quadra do Quadrado, é outra excelente opção. Os drinks são incríveis e há um bar lounge ao lado, para quem quiser estender um pouco a noite. O robalo com risoto de pupunha é o carro chefe, e vale muito a pena.

Para quem prefere ficar totalmente ao ar livre, o Silvana e Cia tem mesas sob as árvores do quadrado. A massa com frutos do mar é um ponto alto, mas evite as carnes vermelhas.

Outro clássico do vilarejo é o Capim Santo, que nasceu por lá, mas tem filial em São Paulo. No restaurante, peixes e frutos do mar são combinados a ingredientes típicos da culinária brasileira. Não deixe de provar o suco de capim santo e o brigadeiro feito com a erva.

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