Alex Medeiros 

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Em meados de 2012, quando os estúdios DC Comics decidiram atender o universo gay estampando em seus quadrinhos um super-herói saído do armário – como vinham e vem fazendo celebridades, homens públicos e impublicáveis – os executivos do estúdio resgataram um personagem esquecido nos anos 1940, mas que tinha o mesmo nome e mesmos poderes de outro que ganhou fama a partir dos anos 1960: o Lanterna Verde.

Créditos: Divulgação

Tratava-se do Lanterna Verde criado pela dupla Bill Finger e Martin Nodell, um ano depois da chegada do Batman, do Namor e do Capitão Marvel ao mundo de aventuras onde já reinava o Superman. Com a afirmação da Era de Prata, o primeiro Lanterna, Alan Scott, perdeu popularidade para o novo, Hall Jordan, um dos componentes da Liga da Justiça. Portanto, o super-herói do anel do poder verde, que voa pelos quadrinhos há meio século não é aquele que foi inserido na fantasia lgbt e sim o que se estabeleceu como o principal Lanterna Verde, e que na vida civil é piloto de avião. O outro foi um consolo politicamente correto.

Seis anos depois do ocorrido, em 2018, a DC Comics utilizou outra vez o mesmo expediente para dar uma satisfaçãozinha à homomilitância, desta feita inserindo no mundo do Batman uma heroína lésbica que veste a roupa da Batwoman e que é só mais um personagem secundário da tropa interminável de personagens em órbita dos grandes super-heróis.

É preciso não confundir a Batwoman com a famosa Batgirl, presença constante nas aventuras do Batman e do Robin, tanto nas revistinhas quanto na TV e no cinema. Na verdade, a primeira é a tia de uma das tantas batgirls que já deram o auxílio sensual nas batalhas do dono da mansão Wayne.

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Mary Elizabeth Kane, a Beth Kane, surgiu no contexto de Gotham City em 1961, criada pelo mesmo Bill Finger do Lanterna Verde. Tinha uma queda pelo Robin e se tornou a primeira Batgirl, sobrinha de Kathy Kane, a Batwoman de 1956. A partir de 1967, Beth deu lugar a Bárbara Gordon, a bela filha do comissário.

Nos roteiros de Gardner Fox e nos traços de Carmine Infantino, um dos gênios da Era de Prata, Bárbara se impôs como a Batgirl mais popular, e na pele da atriz Yvonne Craig se eternizou no icônico seriado do Batman na TV da década de 60, dividindo a atenção dos marmanjos com Julie Newmar, a Mulher Gato.

No final dos anos 80, surgiu uma terceira Batgirl: Cassandra, uma adolescente com deficiência na fala, lutadora de artes marciais. A quarta foi Stephanie, também chamada “Salteadora”. Nos percursos e percalços dos roteiros do universo do morcego, Beth se tornou “Labareda” e Bárbara virou “Oráculo”.

Quanto à Batwoman, que desde 1956 estava em segundo plano, ganhou espaço na série de que está no ar, interpretada pela atriz australiana Ruby Rose, que tem na vida real todos os motivos e estímulos para dar um perfil lésbico à personagem resgatada.

Ruby se assumiu homossexual com apenas 12 anos, sofreu bullying nas escolas onde nunca conseguiu permanecer e foi estuprada por um parente. Nas entrevistas, já famosa como Batwoman, ela disse que realiza um sonho de criança. A atriz se divide no perfil entre a dramaturgia e a militância.

Recentemente, a Marvel também fez uma politicazinha com o mundo elegebetê, criando um Capitão América jovem e gay. Mas manteve em atividade nas revistas o velho herói remanescente dos anos 1940, deu-lhe uma pele negra no seriado Falcão e Soldado Invernal e continua faturando com seus produtos de licenciamento. Só falta a seleção adotar a camisa 24, mas aí é outro papo.

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Nova rede 

Com combustível monetário de Donald Trump, entrou no ar no 4 de julho a rede sociai GETTR – www.gettr.com – que funciona com ferramenta similar ao Twitter. Agora, a esquerda tem uma rede azul e a direita tem uma bem vermelhinha.

Sexolândia 

A série de quatro tweets postados por Bolsonaro na manhã de ontem incendiou as redes sociais e atiçou parte da mídia. A pergunta que ficou no ar foi sobre a identidade da tal autoridade que teria sido flagrada em ato sexual vexatório.

Insinuação 

O canal Terça Livre ligou o codinome Daniel (a figura que teria o filme proibido) a Zé Dirceu. E o site O Antagonista foi além na tentativa de identificar a autoridade, publicando um “provavelmente do Judiciário”. Se sabe, revele.

Reunião 

Um trecho retirado do documentário “Entreatos”, feito em 2004 pelo cineasta João Moreira Salles, está circulando para indicar que Zé Dirceu fala sobre o tal vídeo quando ironiza Gilberto Carvalho por confiar na equipe de filmagem.

Codinomes 

Daniel foi o nome utilizado pelo bruxo petista à época da militância política, quando participou de atos terroristas contra o regime militar. Bem depois da prisão, era chamado de “Pedro Caroço”, personagem de Genival Lacerda.

Senectude 

O jornal The New York Post publicou domingo que o presidente Joe Biden, ao responder uma pergunta sobre a Rússia, ficou alguns segundos fora do ar e depois pegou no bolso anotações para consultar. O tema da senilidade voltou.

Marcas 

Nos dois jogos decisivos de hoje na Eurocopa e na Copa América, a mídia estará de olho num gol que pode igualar Messi a Pelé como artilheiro das seleções americanas e na ida da Espanha à final sem contar com atleta do Real Madrid.

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Seis e Meia 

Retorna logo mais no Praia Shopping e com transmissão pelo site e YouTube da Band o Projeto Seis e Meia, marcando os 25 anos de criação. Na primeira noite, abertura com Mônica Jucá e depois Galvão Filho levando som de Domiguinhos.

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