Por mais que seja algo que está bem distante da cultura de grande parte dos brasileiros, atualmente existem cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo que incluem os insetos em suas dietas regulares. Muitas das espécies são fontes de proteína, gordura, fibra e vitaminas.

E, ao que tudo indica, essa realidade está se aproximando cada vez mais de nós. É que algumas startups estão instalando nos Estados Unidos fazendas para criar insetos destinados à alimentação, num negócio que vem atraindo investidores ambiciosos que acreditam no futuro da produção.

Essa movimentação, inclusive, é o que vem atraindo a atenção dos consumidores, que têm curiosidade pelos locais modernos e robotizados para a reprodução e produção do alimento, mas acabam conhecendo mais esse tipo de dieta.

Há seis anos, uma reportagem das Nações Unidas explicou os motivos pelos quais a produção de insetos para a alimentação traria uma dieta de mais qualidade e também mais sustentável. Uma fazenda de insetos emitiria menos gases de efeito estufa no ar, ao contrário de gados e porcos, por exemplo. 

Por enquanto, o crescimento da alimentação de insetos no ocidente vem acontecendo principalmente nos Estados Unidos, mas se a tendência começar a crescer cada vez mais, não deve demorar para que a prática desça um pouco no mapa. Algumas regiões na América do Sul costumam se alimentar dos animais, mas nada em grandes proporções — pelo menos não por enquanto.