Durante o festival, serão exibidos grandes filmes da cinematografia francesa recente, como é o caso do premiado drama “Custódia”, reconhecido com o Leão de Prata de Melhor Diretor no Festival de Veneza para o estreante Xavier Legrand. Roteirizado pelo próprio, o filme narra o processo de separação de um casal que acaba de se divorciar.

O juiz concede custódia compartilhada aos pais, e o filho adolescente é tomado quase como um refém em uma guerra conjugal de egos entre seus pais. Pelo seu conteúdo forte envolvendo o núcleo familiar, “Custódia” foi comparado com o russo “Sem Amor”, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro neste ano.

A história acompanha Neïla Salah, jovem francesa de descendência árabe que, em seu primeiro dia na faculdade, entra em confronto com um professor notoriamente racista. Quando Neïla se inscreve em um concurso de retórica, ele concorda em ser seu mentor, porém, eles vão precisar deixar seus preconceitos de lado para vencer.

“O Orgulho” é protagonizado pelo consagrado ator Daniel Auteuil e a novata Camélia Jordana, que conquista o espectador com seu sorriso doce e cuja atuação lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz Revelação no César, o “Oscar francês”.

Outro título premiado que faz parte da programação do Festival Varilux de Cinema Francês é “O Amante Duplo”, estrelado por Jérémie Renier – que também está presente no Varilux com “Carnívoras”, suspense que assume a direção junto do irmão, Yannick Renier.

“O Amante Duplo” narra o envolvimento amoroso de uma jovem frágil com o seu psicoterapeuta. Morando juntos, ela descobre que o seu amante tem duas caras. O longa é dirigido por François Ozon – que esteve presente na edição 2017 do festival com o belíssimo “Frantz” – e defendeu “O Amante Duplo” na seleção oficial da penúltima edição do Festival de Cannes.

Além dos títulos citados, o Festival Varilux de Cinema Francês ainda conta na programação com uma gama de filmes de diversos gêneros e formatos, incluindo documentário (“A Busca do Chefe Ducasse”), animação (“A Raposa Má”), cinebiografia (“Gauguin – Viagem ao Taiti”) e até terror (“A Noite Devorou o Mundo”).