(Divulgação/Eletrobras)

Em meio às sinalizações mais positivas sobre uma privatização da Eletrobras (ELET3, R$ 32,67, +13,01%;ELET6, R$ 32,40, +10,81%), as ações da estatal de energia fecharam em forte disparada na sessão desta terça-feira (23), com ganhos de cerca de 13% para os papéis ON e de mais de 10% para os PNA.

De acordo com a assessoria da Câmara, os presidentes do Senado Federal, senador Rodrigo Pacheco, e da Câmara dos Deputados, deputado Arthur Lira, recebem às 19h30, das mãos dos ministros Paulo Guedes (Economia), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Bento Albuquerque (Minas e Energia), a Medida Provisória da Eletrobras.

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No início da tarde, as ações começaram a disparar, com ganhos superiores a 10%, em meio às notícias da Reuters de que o governo do presidente Jair Bolsonaro estava trabalhando para publicar ainda hoje uma MP associada a seus planos de privatização da elétrica federal.

A MP, que deve permitir que o BNDES inicie estudos sobre a desestatização da companhia, deve ser publicada em edição extra do Diário Oficial da União, segundo as fontes ouvidas pela agência.

Uma outra fonte destacou que a intenção do governo com a MP, além de dar início ao processo, é “dar um sinal” ao mercado sobre o compromisso de Bolsonaro com a privatização.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), adiantou nesta terça-feira que a MP da privatização da Eletrobras virá com golden share – ação de classe especial que garante à União poder de veto em questões estratégicas -, além de uma democratização de gestão e injeção de capital.

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No entanto, ao comentar sobre possíveis privatizações que estão na agenda da Câmara, o parlamentar reforçou que o foco da Casa nos próximos dois meses será a votação de reformas. “Nós devemos isso ao país” afirmou.

Sobre a privatização da Eletrobras, Lira declarou, em entrevista dada ao Valor, não se importar com o fato de a Medida ser votada primeiro no Senado.

De acordo com o parlamentar, isso garante uma tramitação mais rápida para o projeto. Além de elogiar o governo ter chamado os líderes da Câmara e do Senado para “destrinchar” a medida.

Para ele, tanto a privatização da Eletrobras como a dos Correios são medidas que estão “maduras” para discussão e votação. “Eu não acredito que será do dia pra noite” disse, sobre a votação dos projetos. “Terá um prazo de acomodação, como todos os auxílios dos órgãos de fomento, como BNDES e outros, para fazer um desenho mais correto de como será feito a médio e longo prazo, mas tem que ser feito, esse assunto tá mais do que maduro para discussão e votação. Correios da mesma forma”, declarou.

Vale ressaltar que, na véspera, as ações ELET3 e ELET6 fecharam apenas em leve queda em um dia de forte baixa para as estatais em meio a uma outra notícia positiva sobre o envio de uma Medida Provisória para dar início ao processo de diluição do capital da Eletrobras, diminuindo a participação total do governo até uma fatia minoritária próxima de 45%.

(com Reuters e Agência Estado)

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