O cantor e violeiro de 82 anos já estava com a saúde frágil, dependia de reforço de oxigênio nos últimos meses e teve piora no quadro. A filha, Ellen Costa, postou que o velório ocorre em São Paulo, no Cemitério De Santana (Chora Menino) – rua Nova dos Portugueses 141 – e a saída para o Crematório Vila Alpina será feita a partir das 9h de hoje.

Nascido em Itajobi, Walter Paulino da Costa formou com o irmão, Lincoln Paulino da Costa (morto em 2012), uma das duplas mais inspiradas com temáticas ligadas à natureza: Liu e Léu. 

Conforme ontem observou Sandra Cristina Peripato, divulgadora do gênero no Rio Grande do Sul, “fechou-se a cortina do palco da vida da mais tradicional e mais importante família da música sertaneja”.

Entre os vários sucessos gravados à perfeição por Liu e Léu a partir de 1959 estão “O Ipê e o Prisioneiro”, “Boiadeiro Errante”, “Rei do Café”, “Tardes Morenas de Matogrosso”, “A Sementinha” e “Caminheiro”.

“Era considerada a dupla mais afinada”, destacaram Gilberto e Gilmar no Facebook. “Nós, da família Tião Carreiro, queremos expressar a tristeza com o falecimento do grande artista sertanejo Léu”, frisou página que mantém viva a memória de Tião Carreiro e Pardinho.

Figuras marcantes no programa “Viola, Minha Viola”, das manhãs de domingo na TV Cultura, Liu e Léu também foram indicados ao Grammy Latino na categoria “Melhor Álbum de Música Regional” em 2003. Foram quase 40 discos e uma carreira marcada por shows lotados – inclusive em Bauru e região.

De acordo com o amigo João Luís Munhoz, de Bariri, Léu – que conheceu em 1980 – era a mansidão em pessoa. “Alma transparente, fala calma”, resume. “Transmitia, também como Liu, Zico e Zeca, muita paz e tranquilidade. Gente pura, sem maldade. E de Léu eu passaria a noite falando. Todo o meio artístico respeitava”.