Na última terça-feira, 18, tivemos na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, mais uma edição do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Os vencedores foram decididos por votos da Academia Brasileira de Cinema – que também decidiu as indicações – e em algumas categorias, os vencedores foram definidos por voto popular.

Com “Bingo – o Rei das Manhãs”, como o esperado grande vencedor da noite (era também o que mais acumulava indicações, num total de quinze), a cerimônia teve seu melhor momento na homenagem à atriz Fernanda Montenegro, que celebrou a impressionante marca de 75 anos de carreira. A atriz foi às lágrimas ao rever Vinícius de Oliveira, seu companheiro de cena em “Central do Brasil”, filme de 1998, dirigido por Walter Sales e amplamente reconhecido até hoje como um marco no cinema nacional.

Em sua 17ª edição, o Grande Prêmio segue como uma declaração de amor bem merecida ao cinema brasileiro, homenageando também a “experiência de assistir a um filme numa sala escura de cinema”. A frase, que serviu como tema do evento, também é uma afirmação talvez necessária numa época em que ainda não se valoriza o suficiente nossas maravilhosas produções nacionais, aonde também há uma certa troca do cinema pelo streaming.

Também tivemos outras homenagens: a Roberto Farias, ex-presidente da Academia Brasileira de Cinema e a Nelson Faria dos Santos. Tais momentos, além da entrega dos prêmios, foram marcadas por cenas de diversos clássicos nacionais, projetadas no palco, como num cinema antigo, e também por números musicais.