Um dos filmes mais esperados do ano, Coringa finalmente chegou aos cinemas, trazendo temas controversos, discussões sobre violência, saúde mental e classe, além de trazer um clima completamente diferente para o gênero de super-heróis. Independente de sua opinião sobre a brutalidade do filme, uma coisa todos os críticos parecem concordar: Coringa é uma das grandes performances da carreira de Joaquin Phoenix.

Cheio de escolhas interessantes em sua trajetória artística, Phoenix vem se transformando nas telonas fazem anos. Portanto, para celebrar a estreia de mais uma obra que deve lhe render uma chuva de prêmios, o AdoroCinema decidiu relembrar a carreira do ator:

Nascido em Porto Rico em 1974, durante as viagens de seus pais com o culto religioso Children of God, Joaquin Phoenix é o irmão do meio de cinco filhos, ele iniciou sua carreira atuando em comerciais e séries de TV ao lado de seus irmãos River e Summer. Seu primeiro grande papel no cinema foi no longa SpaceCamp: Aventura no Espaço, estrelado por Lea Thompson e Kate Capshaw. Na época, com 12 anos de idade, o ator ainda usava o nome artístico de Leaf Phoenix, que ele adotou para, assim como seus irmãos, ter um nome que remetia a natureza.

Apesar de ter trabalhado consistentemente por anos, sua carreira só foi começar a deslanchar mesmo em 1995, quando ele contracenou com Nicole Kidman no longa de Gus Van Sant, Um Sonho sem Limites. Foi nesse set que ele conheceu Casey Affleck, que acabou se tornando seu amigo e parceiro criativo de longa data, que até se casou com sua irmã, Summer. 

Chamando atenção do público e elogiado pela crítica, a partir daí Phoenix passou a conquistar papéis em filmes como Círculo de Paixões, Pela Vida de um Amigo e 8 Milímetros. Porém, ele se consolidou em Hollywood de uma vez por todas ao interpretar Commodus em Gladiador, o longa vencedor do Oscar dirigido por Ridley Scott e estrelado por Russell Crowe. Phoenix não levou sua própria estatueta para casa, mas chegou a ser indicado a melhor ator coadjuvante.

Em 2002, Phoenix estrelou a ficção-científica Sinais, dirigida por M. Night Shyamalan, com quem ele repetiu a parceria em A Vila, dois anos mais tarde. Em 2003, estrelou Dogma do Amor ao lado de Claire Danes e Sean Penn, além de emprestar sua voz a Kenai em Irmão Urso. Em 2004, ele contracenou com Don Cheadle em Hotel Ruanda, longa indicado a três Oscars. Essa variedade de papéis em filmes celebrados, demonstrando sua versatilidade, foi culminar em seu papel de Johnny Cash, na cinebiografia Johnny & June. O longa, indicado em cinco categorias no Oscar, lhe rendeu sua primeira indicação a melhor ator.

Sua carreira em ascenção fez uma pausa em 2008, quando ele chocou o mundo ao anunciar que se aposentaria como ator para seguir carreira no rap. Dois anos se passaram entre estranhas entrevistas e aparições públicas, em que Phoenix parecia estar sob efeito de drogas e afirmava não ver valor artístico na atuação, até que em 2010 o mockumentary Eu Ainda Estou Aqui foi lançado. O longa, dirigido por Casey Affleck, fez parte de uma espécie de experimento social e explora o declínio que figuras públicas frequentemente enfrentam, ao brincar com a imagem que Phoenix havia construído na mídia para sua divulgação.

Retomando sua carreira, ele voltou com tudo como a estrela de O Mestre, sua primeira parceria com Paul Thomas Anderson. O longa, que conta com Philip Seymour Hoffman e Amy Adams no elenco, rendeu indicações ao Oscar para os três, inclusive uma na categoria de melhor ator para Phoenix. O ator repetiu a parceria com PTA dois anos mais tarde em Vício Inerente.

Desde então, Joaquin Phoenix segue uma carreira prolífica, com papéis de todos os tipos em celebrados filmes como Ela, Você Nunca Esteve Realmente Aqui e A Pé Ele Não Vai Longe. O novo Coringa das telonas, ele promete marcar não só uma geração de fãs como o Palhaço do Crime, mas também entrega algo completamente novo quando se trata do esperado para adaptações de histórias em quadrinhos. O filme vencedor do leão de ouro no Festival de Veneza, Coringa pode levar Phoenix novamente a uma indicação de melhor ator no Oscar e, quem sabe, até mesmo à sua primeira vitória.