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O trânsito estava infernal nesta quinta-feira de manhã em toda a avenida Independência e Mostardeiro. A pista da direita estava fechada por conta da requalificação asfáltica – que não estava assim tão ruim. Como os fiscais de trânsito estão em extinção, deu de tudo, inclusive lotação trafegando pela esquerda para, em seguida, interromper o fluxo para pegar ou largar passageiros.

O secretário especial da Desburocratização, Paulo Uebel, falará, nesta sexta-feira, às 12h30min, no Sinduscon. Foi escolhido para dar um jeito na burocracia que atravanca o progresso. Vai ser uma luta difícil. Nos anos 1980, Hélio Beltrão ganhou um ministério inteirinho para enquadrar os sacerdotes do não. O que conseguiu voltou a ser como antes em poucos anos.

O TSE manteve as cassações dos diplomas dos vereadores de Rosário do Sul Jalusa Fernandes de Souza e Afrânio Vasconcelos da Vara, ambos do PP, por uso ilícito de verbas do fundo partidário. Que é um saco sem fundo. Não precisa nem um pente muito fino para capturar cobras e lagartos.

Alguns sindicatos insistem no absurdo de exigir a presença física do sindicalizado para dizer expressamente que não quer contribuir com cota que substituiu o imposto sindical. E estipulam um prazo, o que não tem amparo legal.

Interessante como algumas empresas utilizam figuras de retórica para atualizar antigos conceitos mercadológicos. A Calçados Bibi, de Parobé, criou o conceito de Prateleira Infinita, que disponibiliza o estoque do e-commerce como um apoio na operação das lojas físicas para ampliar as opções dos consumidores.

O jornalista Carlos Brickmann (chumbogordo.com.br) ouviu de um economista uma definição legal sobre os hermanos. Se você volta à Argentina 20 dias depois de ter saído, verá que tudo mudou; se voltar depois de 20 anos, constatará que nada mudou.

O Moacir se chamava de Poeta Maldito. Versejava nas noites e madrugadas do Bar Leão da Rua da Praia no final dos anos 1960, acordando alguns espíritos zombeteiros e outros que o exasperavam. Brigava briga desigual com a vida, que nunca o tratou bem. Sim, era um perdedor, mas tinha grandeza. Brandia seus versos como se lanças fossem, um Dom Quixote do verbo. Que fique registrado em ata que Moacir nunca esmoreceu, nunca se deu por vencido.

Começava assim um soneto que escreveu numa madrugada gélida do Bar Leão, com o vento uivando pelas frestas do bar, como se o estivessem aplaudindo. Nas mesas vizinhas, companheiros de desgraça bebericavam o mortal “conhaque” de gengibre, que estraçalhou o fígado de gerações. Companheiros da mala suerte, faziam seu o lamento de Moacir. Era a desgraça com primeira e segunda vozes. Então o poeta maldito começou a recitar o verso número 2, bronca dirigida a uma cidade que já começava a perder sua alma.

Vinte anos depois, encontro o Moacir na avenida Independência, em cima do viaduto. Com o olhar perdido na nesga do Guaíba que se via, segurava uma aposta da Mega-Sena acumulada. O que ele faria se ganhasse? Durou uma eternidade para responder.

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