Brasileiro que trabalha em asilo de Londres se prepara para receber vacina contra Covid: ‘Aliviado’ | Sorocaba e Jundiaí

O que virou um sonho em 2020 está prestes a se tornar realidade para Márcio Roberto Souza. O rapaz de Jundiaí (SP) trabalha como cuidador de idosos em uma clínica de Londres e se prepara para receber a vacina contra a Covid-19 nos próximos dias.

“Quando recebemos a notícia de que iríamos ser vacinados junto com os idosos foi um alívio muito grande. Eu estou muito feliz e também bastante ansioso. Quero proteger a mim, aos idosos e à minha família”, explica.

Márcio está há um ano no país, chegou logo antes da pandemia se tornar mais grave. A clínica onde trabalha é especializada no tratamento de idosos com demência e Alzheimer e teve dificuldades durante esse período.

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“Na primeira onda, nós tivemos duas mortes confirmadas, foi muito difícil. Aí veio a segunda onda e outros três casos confirmados, mas todos estão bem e se recuperando”, diz.

Logo após o início da vacinação no país, na última terça-feira (8), a equipe do asilo recebeu formulários para preencher. Eles servem como uma autorização da própria pessoa, afirmando que ela deseja tomar a dose.

“Ninguém é obrigado a tomar, então devemos preencher e entregar esses formulários para o órgão regulador de saúde daqui”, explica.

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Depois de preenchidos, os formulários são enviados e, alguns dias depois, uma equipe vai até o asilo para fazer a aplicação das doses. A medida evita que os idosos precisem sair do local onde estão, respeitando as regras de higiene e segurança para evitar o contágio da doença.

A segunda dose da vacina será aplicada 21 dias depois, ainda neste ano ou no início de 2021. A notícia é ainda melhor para Márcio, que estava planejando voltar ao Brasil e ver a família em fevereiro.

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“Infelizmente, foi um ano muito diferente, um ano perdido praticamente. Não pude ter experiências aqui e nem realizar muitos planos, mas estou feliz de poder visitar meus pais no Brasil já imunizado. Assim fico mais tranquilo, porque sei que não irei contaminá-los”, diz.

A esperança de Márcio é que, quando volte, a vida já esteja mais próxima do normal que conhecia antes. No entanto, tudo o que foi passado durante o ano de 2020 serviu como um grande aprendizado.

“Eu sinto que aprendi muito durante esse tempo. Nós precisamos aprender novos hábitos, novas rotinas. Mas eu fico muito feliz em saber que pude cuidar desses idosos durante um momento tão difícil, especialmente depois que as visitas foram suspensas e eles passaram a não ter contato com os familiares”, afirma.