Com o crescimento do streaming, progride também o funk, assim como outros gêneros. Mas é nesse tipo de música que Kevin O Chris vem se destacando, com carreira em alta, especialmente nas plataformas digitais. No Spotify, por exemplo, o cantor de 21 anos é o artista mais reproduzido em nível nacional, alcançando quase 8 milhões de ouvintes mensais.Na quinta-feira (28), ele lançou a primeira parte do DVD “Evoluiu”, título que parece uma avaliação não só do funk atual como da própria trajetória do artista. Em abril, ele será uma das atrações do festival Lollapalooza.Nascido em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, e referência atual do funk carioca, Kevin de Oliveira, um dos principais representantes do estilo 150 BPM, foi convidado pelo rapper Post Malone para apresentar, no Lollapalooza brasileiro de 2019, dois de seus sucessos: “Vamos pra Gaiola”, uma parceria com o FP do Trem Bala; e “Ela é do Tipo”, que depois ganhou uma versão com o rapper Drake.Continuar a ler Relacionado Post Malone leva funk carioca ao palco do Lollapalooza Emicida: ‘Todo mundo quer se olhar no espelho e se sentir realizado’ Rael: ‘Antes, não discutíamos racismo em casa ou na escola’ Já no próximo ano, ele não vai ao festival como um convidado de outro artista, mas, sim, como uma das atrações confirmadas.Em entrevista ao Destak, o MC cita a apresentação de Anitta no Rock In Rio como um marco. “É irado! Funk é nosso, e o Brasil é isso também. Tem que ter mais do nosso som nos festivais. Isso faz a galera pirar! Viu Anitta no Rock In Rio? Mandou super bem! Também estou nessa onda de levar funk a vários lugares”, diz.Em novembro, as novidades que Kevin colocou no mercado animaram ainda mais o seu público. O MC lançou, em parceria com a dupla de produtores DKVPZ, o EP “Flvxo do Fvtvro”, uma coletânea para marcar a estreia do coala.lab, do Coala Festival, nos streamings.”O projeto foi irado. Os caras fizeram remixes das minhas músicas dentro da identidade musical que eles trabalham. Ficou incrível. Atinge outros públicos”, comenta. Em “Evoluiu”, outro lançamento dele no mês passado, o MC reuniu fãs, amigos e celebridades para cantar uma sequência de hits.”Há um tempão que sonho em gravar um show meu, e vi que esse era um bom momento. Além de ter sido muito bom poder reunir essa galera que fez músicas comigo neste ano. Foi uma oportunidade irada juntar todo mundo”, fala. Kevin acrescenta que sua prioridade, no momento, é continuar fazendo seus shows, produzindo suas músicas e cuidando da saúde para manter tudo em equilíbrio. Com várias colaborações, o artista diz que ainda tem muita coisa para lançar e que “com certeza, novas parcerias estão para chegar.”RepresentatividadeA todo vapor nas produções, o cantor representa um modelo para crianças e adolescentes que sonham em seguir os mesmos passos que ele. Kevin comenta a ascensão e a influência que tem neste contexto.”Cara, eu estou ligado nessa projeção e tento lidar da melhor maneira possível, mas o bagulho é doido. Eu sou ligadão no meu trampo e fico horas no estúdio até acertar o som que quero”, diz.”Canto funk porque é o que corre nas minhas veias e nunca me liguei nesse lance de fama. A inspiração do meu som vem da minha vida e de tudo que eu vejo e vivo. Me amarro em passar uma imagem pra galera, de trabalhar e estudar aquilo que curte”, completa.ResistênciaMesmo crescendo, tomando grandes proporções e transformando a realidade de muitas pessoas, o funk ainda recebe muita discriminação. Alguns projetos de lei já tentaram criminalizar o gênero, um deles neste ano, com intenção de proibir “qualquer estilo musical que contenha expressões pejorativas ou ofensivas”, depois retirado pelo próprio autor, o deputado federal Charlles Evangelista, do PSL de Minas Gerais.Kevin fala sobre a importância do estilo no cenário atual e, principalmente, o peso de resistência que ele carrega. “Saca só, é um som de periferia e feito grande parte por negros. No Brasil, isso é difícil. Somos vitoriosos! Todo mundo que faz música urbana é um guerreiro. A galera vê agora as coisas boas do sucesso e tal, mas antes é sempre pedreira.” “Eu também estou nessa jornada de deixar o funk mais aceito pela galera. Só consome quem gosta. Não obrigamos ninguém a nos escutar, mas é o som que a galera vibra. O funk é a música que surgiu na área pobre, né? Então já começa o preconceito aí, mas a gente batalha todo dia pra tirar essa ideia ruim da cabeça das pessoas”, conclui.

Com o crescimento do streaming, progride também o funk, assim como outros gêneros. Mas é nesse tipo de música que Kevin O Chris vem se destacando, com carreira em alta, especialmente nas plataformas digitais. No Spotify, por exemplo, o cantor de 21 anos é o artista mais reproduzido em nível nacional, alcançando quase 8 milhões de ouvintes mensais.Na quinta-feira (28), ele lançou a primeira parte do DVD “Evoluiu”, título que parece uma avaliação não só do funk atual como da própria trajetória do artista. Em abril, ele será uma das atrações do festival Lollapalooza.Nascido em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, e referência atual do funk carioca, Kevin de Oliveira, um dos principais representantes do estilo 150 BPM, foi convidado pelo rapper Post Malone para apresentar, no Lollapalooza brasileiro de 2019, dois de seus sucessos: “Vamos pra Gaiola”, uma parceria com o FP do Trem Bala; e “Ela é do Tipo”, que depois ganhou uma versão com o rapper Drake.Já no próximo ano, ele não vai ao festival como um convidado de outro artista, mas, sim, como uma das atrações confirmadas.Em entrevista ao Destak, o MC cita a apresentação de Anitta no Rock In Rio como um marco. “É irado! Funk é nosso, e o Brasil é isso também. Tem que ter mais do nosso som nos festivais. Isso faz a galera pirar! Viu Anitta no Rock In Rio? Mandou super bem! Também estou nessa onda de levar funk a vários lugares”, diz.Em novembro, as novidades que Kevin colocou no mercado animaram ainda mais o seu público. O MC lançou, em parceria com a dupla de produtores DKVPZ, o EP “Flvxo do Fvtvro”, uma coletânea para marcar a estreia do coala.lab, do Coala Festival, nos streamings.”O projeto foi irado. Os caras fizeram remixes das minhas músicas dentro da identidade musical que eles trabalham. Ficou incrível. Atinge outros públicos”, comenta. Em “Evoluiu”, outro lançamento dele no mês passado, o MC reuniu fãs, amigos e celebridades para cantar uma sequência de hits.”Há um tempão que sonho em gravar um show meu, e vi que esse era um bom momento. Além de ter sido muito bom poder reunir essa galera que fez músicas comigo neste ano. Foi uma oportunidade irada juntar todo mundo”, fala. Kevin acrescenta que sua prioridade, no momento, é continuar fazendo seus shows, produzindo suas músicas e cuidando da saúde para manter tudo em equilíbrio. Com várias colaborações, o artista diz que ainda tem muita coisa para lançar e que “com certeza, novas parcerias estão para chegar.”RepresentatividadeA todo vapor nas produções, o cantor representa um modelo para crianças e adolescentes que sonham em seguir os mesmos passos que ele. Kevin comenta a ascensão e a influência que tem neste contexto.”Cara, eu estou ligado nessa projeção e tento lidar da melhor maneira possível, mas o bagulho é doido. Eu sou ligadão no meu trampo e fico horas no estúdio até acertar o som que quero”, diz.”Canto funk porque é o que corre nas minhas veias e nunca me liguei nesse lance de fama. A inspiração do meu som vem da minha vida e de tudo que eu vejo e vivo. Me amarro em passar uma imagem pra galera, de trabalhar e estudar aquilo que curte”, completa.ResistênciaMesmo crescendo, tomando grandes proporções e transformando a realidade de muitas pessoas, o funk ainda recebe muita discriminação. Alguns projetos de lei já tentaram criminalizar o gênero, um deles neste ano, com intenção de proibir “qualquer estilo musical que contenha expressões pejorativas ou ofensivas”, depois retirado pelo próprio autor, o deputado federal Charlles Evangelista, do PSL de Minas Gerais.Kevin fala sobre a importância do estilo no cenário atual e, principalmente, o peso de resistência que ele carrega. “Saca só, é um som de periferia e feito grande parte por negros. No Brasil, isso é difícil. Somos vitoriosos! Todo mundo que faz música urbana é um guerreiro. A galera vê agora as coisas boas do sucesso e tal, mas antes é sempre pedreira.” “Eu também estou nessa jornada de deixar o funk mais aceito pela galera. Só consome quem gosta. Não obrigamos ninguém a nos escutar, mas é o som que a galera vibra. O funk é a música que surgiu na área pobre, né? Então já começa o preconceito aí, mas a gente batalha todo dia pra tirar essa ideia ruim da cabeça das pessoas”, conclui.

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