Com a Parte 4 de La Casa de Papel já confirmada pela Netflix, os fãs que acompanharam a nova temporada já podem especular sobre o que gostariam de ver nesta eventual continuação, que deve elevar ainda mais a tensão política deste universo. 

E observando o estado em que as coisas foram deixadas no último episódio, já poderíamos tentar prever muito do que os roteiristas tem mente para o futuro. Se quiser saber nossas apostas, você pode conferir o texto de previsões, mas nem sempre estas apostas refletem aquilo que gostaríamos de ver acontecendo com o nosso querido grupo de ladrões. Então aqui vão algumas sugestões que são mais vontades do que previsões propriamente ditas. 

A preciosa refém do roubo à Casa da Moeda teve grande importância durante o começo da série, mas sua relevância foi sendo diminuída ao longo da Parte 2, e qualquer arco narrativo da personagem acabou sendo deixado de lado, limitando-a a ser apenas mais um dos empecilhos aos planos do Professor. Quando a temporada foi concluída, Allison foi resgatada e ajudou a polícia com algumas informações sobre o roubo, mas onde estaria a personagem agora?

Será que poderíamos ver Allison retornando no futuro? A personagem poderia voltar como uma antagonista mais forte, servindo de porta-voz contra os ideais do professor, ou quem sabe (e como eu gostaria de ver), Allison poderia retornar com sua mentalidade alterada. A filha do embaixador britânico manteve relações delicadas de afeição e ódio com o grupo de ladrões, principalmente com Rio e Nairobi. Não me surpreenderia se as notícias sobre a tortura de Rio e a (possível) morte de Nairobi acabassem despertando a simpatia da jovem, e esta decidisse ajudar os planos políticos do Professor. 

Está uma das previsões que considero ser uma aposta quase certa para a Parte 4, mas ela é também é vontade, acima de tudo. A namorada de Berlim foi introduzida em um flashback desta Parte 3, e logo foi revelado que ela sabia sobre ambos os roubos orquestrados pelo Professor. Tatiana deve retornar no futuro, e nos resta torcer para que a personagem retorne como uma aliada cuidadosamente posicionada para nos surpreender com sua participação. Por mim, pode retornar com armas em punho, ao som de “Bella Ciao”, com toda a referência à morte de Berlim. 

O último episódio acabou em clima de guerra, e o Professor (agora frustrado pela suposta morte de Raquel) está pronto para causar o caos revolucionário que inspirava seu pai e seu irmão. Mas esta guerra pode ser proferida com apenas mais um simples roubo? Qual será a estratégia do personagem para impor seus ideais, e como serão as participações dos integrantes do grupo neste plano ainda maior? Como aqui estão me dando total poder de escolha, eu separaria estes personagens em posições estratégicas ao longo de vários pontos.

Alguém infiltrando-se na polícia, outros infiltrados em ambientes políticos, um grupo envolvido em mais um assalto simbólico (e que sirva de distração) enquanto outro grupo se prepara para dar um investida fatal onde mais possa doer aos inimigos políticos. Uma grande rede de diferentes planos que possam culminar em uma grande batalha final. Não vejo jeito melhor para terminar esta história. 

Se tudo der certo, Raquel deve suportar a tortura da polícia e se reunir com o Professor novamente. Monica e Denver também devem ter um destino feliz (afinal, seria muito triste separar o carismático casal, ainda mais agora com o pequeno Cincinnati em cena). Tokio e Rio, no entanto, não deveriam terminar juntos em mais uma ilha paradisíaca. Como citei na crítica, Tokio é uma produtiva representação do “espírito de pirata” que define muitos dos aspectos da série, e não vejo conclusão mais satisfatória para a personagem do que cair atirando, ao invés de finalmente se assentar. 

Sonhar não custa nada, né? Então por que não aproveitar a onda de universos e derivados que assola tanto a televisão, quanto o cinema, e começar a preparar o terreno para um spin-off de La Casa de Papel? Podemos propor várias ideias para este cenário.  Que tal acompanhar uma série de época sobre os roubos do pai do Professor? Talvez com um jovem Berlim servindo de assistente enquanto o futuro líder do grupo está doente, de cama.

Ou ainda, a Netflix poderia usar sua abrangência internacional para levar o conceito da série a outros países, e acompanhar um grupo influenciado pelos ladrões vestidos de Dalí, que acaba gerando a própria revolução em seu contexto nacional. Revolucionários brasileiros já teriam material de sobra para chamar a atenção. Fica a dica.