A produção mineira Temporada, de André Novais de Oliveira, foi a grande vencedora do 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, com cinco troféus Candangos, entre eles o de Melhor Filme. A premiação aconteceu na noite deste domingo (23), no Cine Brasília. Pela terceira vez consecutiva o cinema mineiro sai vencedor do festival. No ano passado, o Candango de Melhor Filme ficou com Arábia. Em 2016, o vencedor havia sido A Cidade Onde Envelheço. 

O diretor André Novais de Oliveira dedicou o prêmio à mãe dele, Dona Maria José, que morreu há poucos meses. Dona Zezé, como era carinhosamente chamada por todos, foi atriz de vários filmes do filho. Em Ela Volta na Quinta, Dona Zezé foi a atriz principal.

A representatividade negra, feminina e LGBT foi outra grande vencedora do festival, com a premiação dupla para os atores negros Grace Passô (Melhor Atriz por Temporada) e Aldri Anunciação (Melhor Ator por Ilha). “A imagem de uma negrura segurando o prêmio de melhor ator custou um tempo. Aqui tem toda uma comunidade de artistas negros que continuam articulando suas subjetividades, apesar das narrativas injustas que existem hoje”, afirmou Aldri ao receber o prêmio.

 A dupla Linn da Quebrada e Jup do Bairro, de Bixa Travesty, também recebeu vários prêmios e homenagens durante a cerimônia, que foi bastante longa e um tanto confusa, principalmente em virtude da grande quantidade prêmios, 55 ao todo. 

O cinema pernambucano foi o grande vencedor na Mostra Competitiva de Curtas-Metragens. Os três filmes que representaram o Estado levaram sete Candangos, entre eles o de Melhor Filme para Conte Isso Àqueles que Dizem que Fomos Derrotados. O curta de animação Guaxuma, de Nara Normande, que já havia feito bonito no Festival de Gramado, acabou levando três Candangos. Reforma, de Fábio Leal, ganhou dois.