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Médico, usava a música para acalmar os pacientes

Do rock a músicas infantis, temas de princesas e personagens de super-heróis, os atendimentos feitos pelo gastroenterologista e intensivista Walter Santana de Carvalho tinham uma trilha sonora.

A esposa, a analista comportamental Gislaine Ravara de Carvalho, 54, conta que era uma forma de acalmar os pacientes e aliviar o clima tenso de um consultório.

Sua bondade e a forma irreverente de lidar com a vida das pessoas o transformaram num médico querido no município de Americana (a 127 km de SP), cidade em que vivia havia cerca de 30 anos, após ter deixado sua terra natal, Santos (80 Km de SP).

A medicina foi uma missão em sua vida. Profissional da rede particular, nunca negou atendimento aos que não podiam pagar pela consulta. “A doença é uma só e eu não posso falar não”, justificava.

Walter gostava de receber abraços dos pacientes e retribuía com o mesmo aconchego que dava aos filhos. Em seu aniversário ganhava bolos de presente dos seus assistidos. “Ele era um médico de almas, exemplo de amor. Zeloso, de temperamento dócil e companheiro para todas as horas”, diz Gislaine.

Viveu intensamente, como queria. Estudava, trabalhava muito, mas também gostava de viajar e sair à noite para relaxar. Culto, discursava sobre qualquer assunto com facilidade.

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