Lembra dos disquetes? Não aqueles modernos disquetes de 3’’(½) nem os de 5’’(¼), mas ainda mais antigos. Estamos falando dos disquetes de 8 polegadas, também conhecido como 20 centímetros, bastante utilizados nos anos 70.

Eles ainda estão em uso, mas para um caso bastante específico: controlar o lançamento de mísseis nucleares. Não é curioso que uma tecnologia tão antiga seja utilizada para uma finalidade tão importante? Será que não representam um risco de segurança (e que segurança!)? Mas por que ainda são utilizados, já que há opções mais modernas por aí? Vamos por partes.

Em primeiro lugar, eles ainda funcionam, então não há necessidade de alterar a tecnologia. As máquinas que controlam esses mísseis podem ser milhares de vezes mais limitadas do que qualquer smartphone mais barato, mas ainda funcionam. Então, por que substituir?

Além disso, o custo de substituição seria explosivo (com o perdão do trocadilho), na casa dos bilhões, além de envolver uma série de riscos de segurança. Basicamente, é uma tecnologia que funciona sem grandes justificativas para mudanças. Isso para não mencionar os anos de transição que uma mudança dessas exigiria.

Apesar de ser uma tecnologia antiga, os disquetes e as máquinas que os leem são mais mais resistentes a PEMs (pulsos eletromagnéticos) do que os modelos atuais. Ou seja, mesmo que a tecnologia tenha evoluído, esse é um ponto a favor da tecnologia antiga.

Além disso, como invadir um sistema que não pode ser acessado pela rede? Como o processo é feito localmente, sem qualquer conexão com a internet, é virtualmente impossível invadir um sistema desses pois isso simplesmente não é possível. Um ponto positivo difícil de rebater, considerando a importância de um sistema que controla mísseis nucleares.