Aqueles que passaram rotineiramente pela avenida Rangel Pestana, na Sé (SP), em algum momento nos últimos 30 anos certamente terão ouvido tocar os sinos da igreja de Nossa Senhora do Carmo. Não seria exagero dizer que ouviram os sinos tocados por Aloysio Carneiro Dias, que morreu no último dia 28. 

A Igreja do Carmo, como é mais conhecida, era uma das paixões do químico industrial e engenheiro aposentado —também graduado em letras. Dias foi seminarista e pretendia ser padre, mas seguiu outros rumos, conservando, porém, a religiosidade e o hábito de tocar os sinos aos domingos.

Católico, construiu uma vida em torno da igreja, apesar de não ter feito carreira nela. Sua paixão pela Igreja do Carmo se soma ao amor pela música clássica e se completa com a vida em família. 

A filha do meio herdou de Dias o amor pela música. Tocava órgão na Igreja do Carmo. Quando não estava assistindo à filha tocar, Dias ia ao teatro em busca de concertos. “Ele amava música clássica, não saia do Teatro Municipal e do Teatro São Pedro”, conta.

Todos os anos, Mônica presenteava o pai com a assinatura da revista Concerto. Todo mês, quando a nova edição chegava, o aposentado já se punha a planejar quais espetáculos assistiria. 

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