Entre notas no teclado, batucada e um violão, o pequeno Davi tenta desenvolver habilidades. Ele tem 7 anos, mas até os 3 ele não falava uma palavra sequer. O Davi é autista e foi por meio da musicoterapia que ele avançou bastante, segundo a mãe.

Foi pensando nesse poder que a música tem de transformar a vida de alguém, que o Hospital de Base resolveu trazer as canções para os pacientes. Para o HB, a música tem muito mais a ideia de entreter, de aliviar as dores, de deixar um pouco mais leve o momento de dor.

Até os artistas saem do hospital com o estado de espírito bem diferente de como entraram. “É uma oportunidade única de trazer música para o hospital, é uma experiência importante até para nós”, diz a professora de música Franciny Gomes.

Alguns estudos na área mostram que a música ajuda no tratamento dos pacientes – alivia a dor, a ansiedade, pode ajudar até na diminuição do número de medicamentos tomados. Para os pacientes, as canções podem até não trazer a cura, mas trazem alegria. “Torna um ambiente mais alegre, que não costuma ter no hospital”, diz o paciente Edivaldo Antônio Magri.