Você é daqueles que curtem ouvir uma música enquanto pratica alguma atividade física ou conhece alguém que não consegue fazer exercício sem fone de ouvido? Então é bom tomar cuidado: a música para treino pode ajudar, mas também pode atrapalhar.

De acordo com dados de streaming do aplicativo de música Deezer, em parceria com a empresa de smartwatch Fitbit, além de outros estudos, existe uma correlação direta entre a batida da música, a produção de energia e o desempenho.

Segundo dados do centro de pesquisa National Center for Health Research, ouvir música durante o exercício alivia o tédio, melhora o humor, a qualidade do treino e aumenta a resistência.

Por exemplo, ao escutar músicas mais aceleradas durante a corrida, é possível aumentar o ritmo e a distância sem se cansar. Como explica o estudo liderado pelo psicólogo esportivo C.I. Karageorghis, a música pode atrasar a fadiga ou aumentar a capacidade de trabalho.

Além disso, os pesquisadores North e Hargreaves, da Universidade de Oxford, em Londres (Inglaterra), sugerem que a música distrai da dor sofrida durante o exercício através de estímulos sensoriais concorrentes. Isso porque é mais fácil esquecer a dor ou o cansaço quando uma música que você gosta está te distraindo.

Segundo os especialistas da Deezer, músicas que funcionam em torno de 170-180 BPM (batidas por minuto) favorecem treinos que exigem mais energia, como tiro de corrida, por exemplo. Mas o contrário também é verdadeiro: músicas com menos BPM favorecem práticas de treino mais tranquilas.

Cada modalidade possui um tipo de ritmo mais adequado. Mas, como todos têm um ritmo e intensidade ideais diferentes de treino, descobrir as melhores músicas pode ser um processo de tentativa e erro.

Dados do Fitbit e da Deezer revelaram que, em geral, “escutar faixas de BPM mais altas é o melhor para aproveitar ao máximo os exercícios de alta energia, enquanto ouvir músicas de BPM mais baixas pode facilitar a atividade de ritmo mais lento, como yoga e pilates”, afirma Robin Vincent, editor oficial do Deezer Moods para o canal Deezer Fitbit.

Já quando a música chega a seu ápice, tem uma batida 180 BPM e, por isso, potencializa o resultado de um treinamento como o “sprinting” (tiros ou corridas explosivas de pequenas distâncias), por exemplo. O mesmo acontece com “Rude Boy” (174 BPM), da Rihanna.

Durante a corrida, ou o jogging, a média de batidas por minuto é de 140. “Sabendo isso, é bacana ouvir “Beat It”, do Michael Jackson (139 BPM), ou “Viva la Vida”, do Coldplay? (140 BPM), aconselha Vincent.

Já quem tem um pace um pouco mais alto, (145 MBP), é aconselhável ouvir “Locked Out Of Heaven” (144 BPM), do Bruno Mars, ou “Tiny Dancer” (145 BPM), de Elton John.

Agora, na academia, os batimentos por minuto podem chegar a 170 fazendo musculação. “Neste caso, para motivar ainda mais e dar aquela forcinha extra, é legal ouvir “Paper Planes”, da MIA (172 BPM) ou “The Pretender”, do Foo Fighters (173 BPM)”, indica o editor.

Durante o treino HIIT (high-intensity interval training), ou seja, treinos rápidos de alta intensidade com pequenos intervalos, que podem atingir 125 BPM, recomenda-se ouvir “Livin’on a Prayer”, do Bon Jovi (123 BPM), e um dos clássicos sertanejos internacionais “Man, I Feel Like a Woman”, da Shania Twain (125 BPM).

E para atividades mais “calmas”, que possuem 103 BPM, como yoga ou pilates. As músicas certas são “Natural Blues”, do Moby (108 BPM) ou “Still Haven’t Found What I’m Looking For”, do U2 (101 BPM).

“Agora, se você não está afim de fazer nenhum exercício e quer tirar uma sonequinha ouvindo música, as faixas corretas são as entre 60 e 80 MBP. Neste caso, você pode colocar do seu Fitbit “2. Andante”, do Wolfgang Amadeus Mozart (67 BPM), ou “Skinny Lov”?, de Bon Iver (76 BPM)”, diz o especialista.

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