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A teoria musical existe há muito, porém é até agora difícil criar um algoritmo geral da composição da música, por causa da sua ligação intrínseca à vida emocional do compositor. Este aspecto do processo criativo é alvo de um dos estudos mais interessantes dos especialistas em inteligência artificial.

Assistente de compositor é um dispositivo informático capaz de criar composições musicais a nível humano de alta qualidade estética. O assistente é um assessor criativo inteligente que pode completar as notas escritas pelo compositor com as suas próprias notas, acordes e suas combinações.

Os cientistas contaram à Sputnik que para atingir este objetivo, foi necessário analisar a teoria da música (separar os sons musicais, acordes e combinações), criar mapas semânticas com base nesta análise e combiná-los com modelos da percepção emocional da música por pessoas humanas.

O cientista explica que o método não é baseado na rede neural, senão no mapa semântico, que representa o estado da pessoa como um ponto no espaço afetivo. Cada ação possível tem as suas coordenadas neste espaço, e também existe uma lei que une umas coordenadas a outras, seguindo a lógica da percepção emocional. Há também restrições, definidas pelas leis da harmonia e ritmo musicais.

“Porém, tudo não pode ser definido pelas restrições, que garantem uma liberdade para a criação. O nosso módulo aproveita desta liberdade, guiando-se pelo mapa semântico e pelas regras da escolha das coordenadas, tendo em conta a evolução do estado emocional da pessoa. É de notar também que aqui não se trata de apreensão: o modelo se baseia nos princípios primários da psicologia (nos aspectos psicológicos básicos do comportamento). Neste sentido, tal modelo pode explicar a essência da criação como fenômeno, o que a rede neural não pode fazer”, explica Aleksei Samsonovich.

O método de mapa semântico é usado para que o programa possa acumular e usar os dados sobre combinações de sons adequados e reveladores. O “compositor virtual” não só poderá continuar, a seu gosto, a melodia proposta pelo usuário, senão também monitorar o seu estado emocional, oferecendo diferentes variaantes de continuação e acompanhamentos.

Para criar este método, foi realizado um teste no qual voluntários introduziam, em programa especial, as suas avaliações de várias combinações de acordes. Cada sonoridade foi avaliada por três critérios (agradável/desagradável, alegre/triste, excitante/chato) à escala de 1 a 10. Este sistema de avaliações permite criar mapas semânticos de três dimensões.

“Nós partimos da hipótese de que a escolha do modo pelo ser humano de uma maneira de comportamento, com base nas emoções sociais, sentimentos e relações pode ser descrita por uma série de equações dinâmicas bastante simples. O modo de conduta simples baseado no mapa semântico e duas equações resulta quase indistinguível do modo de conduta humano, no paradigma da interação social no âmbito virtual”, conta Aleksei Samsonovich.

Os cientistas explicam que a tecnologia criada por eles é escalável e pode ser usada não só na música, mas também em outros vários tipos de criação digital, e até a um nível mais amplo, em sistemas que ligam máquinas a pessoas humanas. A criação e a implementação de tais projetos é um passo importante no caminho do estudo do aspecto socioemocional da inteligência, responsável pelo reconhecimento e expressão de emoçõs, intenções, motivações e desejos.

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