Tobias Sieben, 27, é natural de São Rafael, Cruzeiro do Sul. No DNA carrega o gosto pela música. A tradição começou pelo avô (Aloizio Romeu), passou para o pai (Jacó Inácio) e ele hoje mantém na família. Há seis anos, ele e o amigo de infância, José Alberto Kerber, se dedicam a um projeto acústico, de voz e violão. No repertório, canções brasileiras que marcaram época. Nesse fim de semana, tocaram para o público da localidade onde moram e receberam o carinho daqueles que acompanham desde criança.

• Como surgiu essa paixão pela música?
Comecei a estudar faz mais de 15 anos. Eu era aluno na escola de música de Cruzeiro do Sul e meu pai era o professor. Nessa época inclusive foi criada a banda municipal. Como já tinha um certo conhecimento, em pouco tempo eu estava tocando em bandas de baile. Eu tocava instrumentos de sopro.
Também tocava outros instrumentos, como o violão. Então há uns seis anos eu e o Beto iniciamos esse projeto acústico como dupla. Somos amigos desde criança e agora também tocamos juntos.

• Você é natural da área rural de Cruzeiro. Onde a música e a vida no campo se encontram?
Vivo no interior mas nunca trabalhei com agricultura. Mas, pelo conhecimento que temos, pela proximidade com os produtores, vemos que a música sempre esteve presente. É como uma companhia. Junto com os afazeres diários levam o rádio para a lavoura.

• Como definem o repertório? Pois vocês tem uma lista de músicas ecléticas, com mais ênfase ao sertanejo.
Gostamos de músicas que marcaram época, independentemente do estilo. Seguimos mais o sertanejo até por sermos uma dupla, mas também tocamos MPB e canções internacionais. Em determinados eventos mudamos um pouco, trazemos composições mais novas que estão nas rádios, no dia a dia. Mas nosso gosto são aquelas músicas de qualidade, que fazem parte da vida das pessoas.

• Nesse fim de semana tocaram para São Rafael, a comunidade que viu você e o Beto crescerem. Qual a sensação de estar próximo aos amigos?
Embora sejamos daqui, tocamos poucas vezes para esse público. Hoje (domingo) foi gratificante, perceber que gostam da nossa arte. Após a apresentação, muitas pessoas vieram conversar, dizer que gostaram, que se lembram quando começamos. É uma sensação diferente e marcante.

• O que faria se não fosse músico?
Eu nunca pensei nisso. Desde pequeno trabalho com arte. Não sei o que faria. Hoje sou professor em Lajeado, em Cruzeiro, atuo em projetos assistenciais e em creches. O meu dia a dia é com um instrumento, pensando, falando e ensinando música.

• Quais os benefícios de estudar música?
São diversos. Para crianças, ajuda na socialização. Aprender a tocar um instrumento não significa virar músico. Pode ser uma atividade para o lazer, para confraternização com os amigos. Há estudos que comprovam inclusive que o estudo da música desenvolve outras capacidades cognitivas. Ajuda o raciocínio e facilita o aprendizado. Eu sempre digo, a música faz bem à alma.

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