Premiada como revelação de 2019 pelo Multishow, Duda Beat comemora conquistas do que plantou no ano passado, quando lançou seu álbum. A cantora, que chegou a pensar em ser médica para “ganhar dinheiro”, revela que trabalhou pintando parede por três anos para pagar seu disco.

“Tentei Medicina por sete anos enquanto trabalhava em loja e nunca passei. Desisti, entendi que talvez não fosse para ser. No último ano, chutei o pau da barraca e não tive uma nota muito boa. Entrei para o que deu. Enquanto cursava Ciências Políticas, trabalhava pintando parede com minha melhor amiga para pagar o disco. O processo durou quase toda a graduação. Um salário, uma música”, relembra ela, que se formou pela Unirio.

Duda, de 32 anos, diz que queria estudar medicina para superar uma lembrança da infância e ajudar seus pais financeiramente. De família de classe média, ela diz que chegou a ouvir quando se lançou na música que “só estava ali porque o pai a ajudou”. Agora, ela conta que já consegue pagar o plano de saúde da família e que, mesmo sem estar “rica”, já realizou o sonho de ter um artigo de luxo.

“Nada é tranquilo para uma mulher que canta numa sociedade machista. Além de mulher, sou nordestina. Ouvi comentários sobre eu ter conseguido meu espaço porque meu pai pagou. Queriam diminuir minha história e dizer que ainda precisei de homem, sugerindo que eu pulei etapas. Foi tudo muito difícil. Saí do país pela primeira vez em julho para fazer show em Nova York, extravasei, comprei uma bolsa Prada. Era meu sonho. Falei que me daria esse presente. A gente rala pra se mimar”, brinca.

“Não sou rica, nunca fui. Meus pais trabalhavam muito e nunca tinham dinheiro, retrato da classe média brasileira. Sempre estavam no sufoco para pagar o colégio dos três filhos e colocar comida na mesa. Meu pai tinha uma fazenda pequena no Recife e eles estavam tão mal no trabalho que precisaram vender a fazenda. Quando fechou o negócio, zerou as dívidas, mas ficou arrasado porque perdeu o lugar que amava. Me lembro de ter visto meu pai desenhando a próxima fazenda que teria. Fui para o banheiro chorar e prometi que daria uma nova a ele. Descobri que a medicina não era por amor, mas por vontade de ter dinheiro rápido para ajudar minha família. Tanto não era meu destino que nunca passei. Quando pensava em ser médica, queria ser anestesista para curar as pessoas sem dor, o que eu consigo com a música”, diz.

Conhecida como a rainha da sofrência pop, Duda se orgulha de sua história de amor. Ela conheceu o namorado, Tomás Tróia, aos 15 anos, quando começou a cantar. Entretanto, os dois só se deram uma chance há três anos, quando ele começou a produzir seu disco.

“Em 2015 eu ainda sofria por amor. Não superava as dores de cotovelo. Thomás era um dos que ouvia minhas lamentações, um dos caras era amigo dele. Gravando o disco todos os dias na casa dele, depois de um ano ele disse que estava gostando de mim. Entrei em negação, éramos amigos. Depois de três meses, quando ele disse que iria me esquecer, falei que poderíamos tentar e não nos desgrudamos mais. É muito fácil viver com o Tomás, já éramos amigos há muito tempo. Gostaria que o casamento saísse, sou romântica, e também adoraria ter filhos. O maior clichê aconteceu comigo, o amor estava do meu lado e eu não tinha visto”, relembra ela, que mora junto com o namorado e produtor.

Desde que se lançou à música, Duda diz que sentia a dificuldade do público em rotular o seu ritmo. Agora, a cantora se identifica como rainha da sofrência pop e revela que gostaria de uma parceria com Anitta, ícone do pop, e Marilia Mendonça, da sofrência.

“Quando vi meu disco pronto, fiquei com medo do público me achar confusa por ter diversos estilos musicais. Quando alguém falou que era sofrência pop, fiquei muito feliz. Vejo isso no meu público, que é diverso, e pelos cantores de diferentes estilos que me chamam para parceria. De fato, tudo que canto é sobre uma mulher que se apaixonou, mas chora porque sofreu muito e que, no fim, dá a volta por cima, rindo de tudo e ainda apaixonada”, diz.

“Me sinto honrada de ser comparada a Marilia e Anitta, mulheres que admiro muito. Anitta é fofa e competente. Marilia tem o dom de escrever e expressar sentimentos. Se eu tiver nesse bolo, fico muito feliz. Amaria um feat com qualquer uma delas. Quem sabe anitta não me convida para o ‘Brasileirinha’? Ave Maria! Vai ser choro na rampa”, brinca ela, que planeja disco novo para 2020.

close

🤞 Não perca nada!

Assine nossa newsletter e receba novidades e ofertas exclusivas!

Comentários

Você não precisa sofrer pra fazer dieta.

Conheça o Desafio 19 dias!