Famosa por fazer músicas com memes, La Fúria assume limite: 'Política a gente não mexe'

A boa filha à casa torna. Claudinha conseguiu vaga no desfile de rua do Carnaval Rio de Janeiro em 2020. Os Meninos da San que devem estar preocupados, pois se Claudinha começar a ir para lá, os LGBTABCDEFGHI não virão mais para cá. Essa conta não vai fechar. Inclusive, vi que Ludmilla, a compositora, está sendo sondada pela Roc Nation – gravadora de Jay-Z. Claudinha, que é o do casting da empresa e já gravou diversos sucessos mundiais desde então, poderia dar umas dicas à amiga de como não entrar nessa cilada. Tem baiano que quer se queimar na carreira. O Gigante está doido para emplacar música com o “amigo” Chris Brown. Alguém já mostrou a ele aquela foto de Rihanna? Pabllo Agrittar tentou salvar o ano de Psirico ao trazer um refresco com a música nova. Porém, fui ver o clipe e não permaneci por mais de 45 segundos. O resto ficou legal. Euzinha compactuo da mesma opinião de Jessiquinha Senra. Onde já se viu, ninguém pode ter saliência que já acham que é gravidez? Mas vale a reflexão: com tantas roupas de gosto duvidoso dessa estilista da TV Bahia, ela poderia pedir por um novo guarda-roupas. Saiba mais!

Cria do bairro de Pernambués, em Salvador, e formado pelo respeitado Bando de Teatro Olodum, o jovem ator Lucas Leto comemora o seu primeiro papel na TV com o complexo personagem Waguinho, na novela das 19 horas “Bom Sucesso”. A ida do teatro para a telas têm mostrado ao artista perspectivas antes não imaginadas e o contato com figuras veteranas tem lhe dado sensações nunca antes sentidas. “Desde que eu cheguei na preparação eu vi Antonio Fagundes do meu lado, Grazi Massafera sentada no chão, no mesmo plano, sem essa diferenciação. Eu fico muito grato, agradecido”, comentou. Waguinho, um jovem que enfrenta uma dependência química, é para ele um personagem em constante construção, mas numa visão positiva sobre o futuro da história, o próprio Lucas acredita que “no fundo ele precisa de uma oportunidade para mostrar a bondade dele” na trama. Para inspirar o papel, no entanto, Leto foi bastante cuidadoso e procurou não dar um aspecto pejorativo, já que na realidade ele sempre observou por entre as ruas de seu bairro aqueles que sofreram e ainda sofrem ao cair no mundo das drogas. O marco de fazer parte do elenco de uma novela da Rede Globo tem significado não só para ele como também para pessoas próximas. Inspiração para quem tem a mesma realidade da periferia que o ator viveu, Lucas acredita que é fundamental transmitir a mensagem de “fazer as pessoas acreditarem que elas podem chegar onde quiserem” e, assim, se tornarem pessoas bem sucedidas no que sonham em trabalhar.

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Com quase oito anos no cenário da música baiana, a banda La Fúria se prepara para um passo maior. No próximo dia 25 de outubro, durante a festa Bailão Salvador, na Arena Fonte Nova, o grupo grava seu terceiro DVD e, se depender da empolgação de Bruno Magnata, será o primeiro passo para uma expansão nacional “É o terceiro DVD da La Fúria e vai ser o de maior porte. Acho que agora a coisa fica séria. Vai ser o DVD para mudar de fase. Será bacana, com muitas autorais, estrutura interessante”, avisou o vocalista em entrevista ao Bahia Notícias.

Entre as participações confirmadas estão Pocah (ex-Pocahontas), o cearense Matheus Fernandes e Gabriel Bartz, que também fez uma gravação da música “Fábio Assunção”. “Sempre peço que a cada ano a gente vá subindo um degrau. Nunca quis sucesso de vez, sabe? Aparecer hoje e bombar amanhã. A La Fúria era um bebezinho há oito anos e há três anos estamos disputando música do Carnaval. Agora vai ser especial, sairemos de lá com música de trabalho e temos planejamento de carreira”, comemorou.

Se o grupo surgiu trazendo a voz do gueto, atualmente agrega suas origens e atinge os mais diversos públicos. O fato é comemorado pelo cantor. “Fico feliz. Sou muito grato à galera da favela que até hoje acompanha. A onda da gente sempre foi de expandir tudo e pegar todos os públicos. Esse DVD vai ser para curtir em casa com as crianças”, avisou. Além disso, admitiu que a internet favorece a banda nesse quesito. “Tudo que acontece a gente transforma em música e isso vem crescendo. Os memes não vão parar nunca. Muitas das músicas vêm do desejo dos fãs”, confessou.

Magnata explica que esse foco no que viraliza surgiu de uma busca por produzir material mais limpo. “Fazíamos música chamada ‘baixaria’ e queríamos alcançar outras pessoas, mas tinha que ser algo que não fizesse a gente perder as pessoas que já nos seguiam. Tentamos e o público não abraçava. Então, começaram as cobranças. Tive a ideia de transformar tudo que acontece na internet em música e acreditei que isso não fugiria do que o público esperava”, detalhou. Atualmente, sua “fabricação” de conteúdo já tem um esquema estabelecido. “Temos o ritmo pronto no estúdio. Então, apareceu o meme, de tarde é só colocar a voz e as coisas acontecem. Mas confesso que isso tudo foi uma surpresa. Virou algo muito grande. Lançamos hoje e o pessoal já canta no show. Os fãs vão se identificando”, salientou.

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E o possível esgotamento do tema não parecer ser um temor. Questionado se não acha que o público pode cansar dessa fórmula, foi direto: “Meme na internet tem todos os dias. Não faço com tudo que acontece. A questão aqui é com aquele que viraliza de forma muito grande. A gente espera e não sai lançando qualquer coisa. Sentimos também a repercussão no Instagram, pelo que os fãs mandam”, ponderou.  Contudo, um assunto é proibido: politica. “Não. Com política a gente não mexe, vamos mais na linha da resenha. Essa coisa séria não entra. Muitas pessoas pedem para fazer sobre política (risos), mas não é o nosso caminho, não”, explanou.

Apesar do sucesso, algumas das músicas criadas deram problemas. “Desafio do Shallow Now”, inspirada em “Shallow Now” de Lady Gaga e na versão “Juntos” de Paula Fernandes, foi retirada do YouTube por não respeitar os direitos autorais. “Agora a gente está tomando um certo cuidado de ver qual música que vamos gravar, de quem é o tema, a melodia para não ter problemas como já tivemos”, confessou.

Apesar de sucessos como “Homem Muriçoca”, “Procura o Brinco”, “Baile de Favela”, “OÊÊÊ”, “Manuel” e “Teile & Zaga”, foi com uma sátira ao ator Fábio Assunção que a banda viu seu nome rodando pelos principais veículos do País. Mas a repercussão não foi totalmente positiva. Muitos acusaram o grupo baiano de “se promover” através da doença do artista, que é dependente químico (relembre aqui). Como resposta, o global surpreendeu, não processou a banda e entrou em acordo para que todo dinheiro obtido fosse doado para instituições que tratam do assunto. As escolhidas foram: É de Lei (São Paulo) — e Comunidade Cidadania e Vida (Salvador).

Quanto a isso, Magnata detalhou: “Deixamos com ele. A daqui de Salvador estamos vendo se marcamos com a imprensa para acompanhar as entregas. Mas já é assunto passado”. Isso inclui a versão “limpa” da música que prometeram logo após o episódio (veja aqui). “Esse assunto já foi encerrado. Resolvemos tudo, saiu a verba. Vai ter a doação, sim”, reiterou.

Nas últimas semanas, a youtuber e então namorada do pagodeiro, Thamy Araújo, resolveu desabafar nas redes sociais. Inicialmente, ela compartilhou várias imagens que apontam uma conversa do artista com outra mulher. Em seguida, disse que o primeiro término do casal foi motivado também por traição (reveja aqui).

Ao ser indagado sobre o assunto, Magnata apenas declarou: “Não quero falar sobre esse, pois vida pessoal a gente tem que deixar entre a gente. Estamos nos resolvendo”, garantiu. Após a repercussão, o artista voltou para as redes sociais e pediu desculpas pelos erros.

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Por coincidência ou não, Bruno tem publicado assuntos relacionados a religião, inclusive disse que fez “uma aliança com Deus”. “Sempre fui um cara que acompanhou a igreja, uma ou duas vezes por semana ia para a Assembleia de Deus. Não tenho laço de religião, não. Vou na católica… Acho que temos que procurar Deus. Tinha me afastado um pouco, mas aconteceram algumas coisas de família e resolvi me aproximar de Deus e não paro mais. Temos que buscar conforto espiritual. Não adianta estar bem financeiramente, com sucesso, mas sem cuidar do espírito não está bem, não está completo”, finalizou.

Sinceramente, se tem um termo que conceitua toda uma geração artística comercial de mediano poder de criação – salvo claro as exceções, e estas que nem sempre tiveram ou foram dadas as oportunidades devidas – é: “das antigas”. O Axé music com 15 anos de vida já fazia festa de não sei quem “das antigas”. O descarte era tão ávido que até o “das antigas” foi no bolo, virou a saída aos desvalidos!

O mundo mudou com as tantas possibilidades de informação, e com tanto desejo para se ter, que criaram até as fake news e assim aplacar a vontade absurda do ser humano moderno de querer saber de tudo, principalmente de notícias ruins, escândalos, fofocas e, claro, onde será a festa ou o show da hora!

As novidades andam escassas em nosso mercado musical. Nada de novo tem acontecido na terra. Alguns ensaios de novos modelos de mercado, novos atores para uma mesma cena, a propagação do pagode pegação – em verdade o termo é outro, mas manteremos esse pela tradição e pelos bons costumes. Mas somente isso – o que é muito pouco, diga-se de passagem. Mas, continuando a prosa, eis que algumas semanas atrás fui convidado a assistir um novo projeto, um recomeço. Fico sempre ressabiado com esses recomeços, pois quase sempre não dizem nada, sendo apenas ego inflado de artista sumido, tentando um espaço.

No seu novo texto, Luis Ganem explica porque realmente não existe crise no Axé. E pra chegar a essa conclusão, ele observou um dado bem interessante dos artistas locais, que mostram exatamente como eles vão bem no mercado nacional. E se você achar que o texto tem ironia, estará completamente enganado. #SQN.