Muito se fala do talento musical brasileiro, mas é raro termos a oportunidade de ouvir as vozes dos quatro cantos desse país que vive música e respira arte. O KWC Brasil não só abriu esse espaço como também levará dois talentos nacionais para a principal disputa de karaokê do mundo, o Karaokê World Championships – KWC. A competição reúne 30 países e acontecerá de 27 a 29 de novembro, em Tóquio, no Japão.

Os campeões brasileiros foram apresentados ao público nesse domingo (15 de setembro de 2019), em uma disputa muito acirrada entre 39 finalistas, selecionados em etapas que aconteceram em 6 Estados brasileiros e 13 cidades e uma disputa evento online. Aline Cunha e Rairo, duas vozes privilegiadas e de alta capacidade técnica, os dois de São Paulo foram os grandes vencedores da competição.

Os seis representantes do Vale do Paraíba e Litoral Norte foram muito bem, fizeram ótimas apresentações agitaram e emocionaram o público presente, mas o Juri entendeu que a dupla de vencedores foram os melhores nos dois dias de apresentações. A organização não divulga a classificação dos candidato. 

Aline conquistou a plateia e o júri que conferiu a disputa com sua voz aguda. Formada em Gastronomia, trabalha como orientadora de público na rede SESC SP, mas sua grande paixão é mesmo a música. Quando era pequena gravou em suas fitas cassetes seu seriado favorito, “Os Jacksons” e descobriu que queria ser cantora. Se inscreveu no KWC Brasil por indicação de uma amiga que adora a sua voz e a incentiva a ser cantora.

“Amo o estilo Soul tanto nacional quanto internacional e filmes com corais de igrejas, musicais ou ainda infantis, que são maravilhosos para cantar, aprender e refletir. Para o campeonato escolhi na primeira seletiva uma música que sempre me pendem para cantar, What’s up?,  de 4 Non Blondes e, na final, cantei That’s What Friends Are For,  interpretada por Dionne Warwick, Elton John, Gladys Knight, and Stevie Wonder. Agora para o Japão ainda vou pensar no repertório pois agora a responsabilidade é grande”, avalia Aline.

O outro representante brasileiro é professor de canto, mas já trabalhou em telemarketing, foi garçom e aprendiz em uma fábrica de alimentos. Agora já vê o sonho de viver de música mais próximo. “O KWC abre muitas portas, inclusive internacional. Vários vencedores mundiais e mesmo brasileiros conseguirem ingressar no mundo artístico a partir do campeonato. Com a conquista desse título desejo sobretudo aprendizado e uma bela exaltação a arte, ao canto, aos grandes nomes da música. Que essa energia musical nos leve para além das fronteiras”.

A interação de Rairo com a música vem desde muito pequeno. “Cresci vendo meu avô tocando sanfona, ajudava ele a estudar os forros, cantando; isso tudo muito criança. Meu pai também é sanfoneiro, mas via ele mais no teclado tocando na igreja, foi onde efetivamente comecei e nunca mais parei”. Rairo domina o Jazz, o Neo Soul, R&B e a verdadeira MPB que mistura isso tudo com muita maestria. Na seletiva cantou Travessia, de Milton Nascimento e, para a final, escolheu Lay Me Down, de Sam Smith.

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