Qualquer semelhança com a estética afrofuturista do filme “Pantera negra” não
é mera coincidência: no espetáculo “Ícaro and the black stars”, que faz sua
primeira temporada no Teatro XP Investimentos, como o próprio nome sugere,
também é o protagonismo negro e sua exaltação que estão em evidência: no caso,
não só no futuro, mas também no passado.

Explica-se: na história da peça escrita e dirigida por Pedro Brício, o ator
Ícaro Silva interpreta ele próprio, mas também o comandante de uma nave espacial
(se do futuro, não se sabe, apesar de a tecnologia apontar para este tempo) que
circula pelo espaço e aterrissa em diversos cantos do mundo em diferentes
épocas, visitando e dialogando com grandes estrelas negras da música nacional e
internacional.

Nomes como Michael Jackson, Bob Marley, Tim Maia, Wilson Simonal, Beyoncé e
James Brown surgem neste contexto, bem como suas músicas — e o que é peça assume
tons de show — e histórias, cruzadas com as experiências do próprio Ícaro, que
divide o palco e vocais com as artistas Ananza e Luci Salutes.

— O espetáculo é uma homenagem a estas estrelas. A gente tem uma banda, canta
e se envolve com a plateia com o despojamento de um show. Mas não é só um show e
nem só um musical, contamos histórias que atravessam a vida destes artistas e a
minha. Ser um artista negro já me confere uma potência artística e uma potência
política, social — diz o ator.

— Há tempos eu queria fazer um trabalho que me envolvesse de forma mais
próxima com a música. Mas não queria deixar de abraçar outras paixões, que estão
na atuação, na dança… Este projeto, que reúne muitos amigos e é muito íntimo,
concretizou este objetivo de forma lúdica e imaginativa, e que, até por isso,
tem muito apelo com as crianças — conclui.

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