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Das panelas de sua avó ao topo das plataformas digitais: essa é a trajetória de Jonathan Santos, conhecido do público como o produtor JS O Mão de Ouro. O pernambucano de 23 anos está por trás dos hits Tudo OK e Sentadão, que bombaram no Carnaval deste ano. Ao Jornal do Commercio, o jovem destaque do bregafunk fala sobre o gênero popular, seus sonhos e novidades. Confira.

JORNAL DO COMMERCIO – JS, você lembra do seu primeiro contato com o brega e/ou o bregafunk? Em que momento você percebeu que podia fazer o seu próprio estilo de batida?JS O MÃO DE OURO – O meu primeiro contato com a música brega foi com o meu pai. Ele ouvia de tudo e isso me ajudou muito a criar as batidas depois. A produção musical começou como uma brincadeira de criança, vendo vídeo no YouTube e criando versões de músicas que já existiam. Virou trabalho quando alguns MC’s de Recife me chamaram para criar as bases de suas composições.

JC – É verdade que uma panela de sua avó ajudou a construir o seu modo de produzir o bregafunk? Pode dar mais detalhes dessa história? JS – Eu levava os meus amigos para a minha casa para brincarmos de produzir. A gente gravava vozes, barulhos e até latidos para montarmos uma música. Um desses sons foi da panela da minha avó, bem estridente e seco. É ele que eu uso até hoje para a batida do brega funk.

JC – Neste Carnaval, você apareceu como o sexto artista mais ouvido no Deezer e emplacou dois sucessos – Tudo OK e Sentadão – entre as mais tocadas do período pelo Spotify, Deezer e YouTube. A quê você atribui o sucesso destas canções e como elas foram produzidas?JS – Tudo OK e Sentadão são dois hits que misturam a música popular do Nordeste com a batida da periferia do Sudeste. Acho que, por isso, todo mundo gostou tanto. Tudo OK foi produzida quando vim morar em São Paulo a convite da produtora Los Pantchos. Eles também chamaram o Thiaguinho MT e ele me apresentou a composição. Fizemos juntos, no estúdio da Los Pantchos. Em Sentadão, Pedro Sampaio me mandou o instrumental e eu montei os arranjos e as batidas.

JC – Estes destaques também ampliaram o espaço do bregafunk no cenário musical brasileiro. Como você avalia a presença deste gênero atualmente, tanto aqui no Recife quanto nacionalmente? Acredita que há menos preconceito com o ritmo hoje em dia?JS – Acho que o bregafunk está fazendo o sucesso que o reggaeton fez quando apareceu. Mas, diferente dele, não vai sumir por se tratar de uma mistura brasileira. É uma batida nossa, que nasceu aqui. Embora o bregafunk esteja fazendo sucesso, a música do povo nunca vai deixar de sofrer preconceito.

JC – Hoje você mora em São Paulo, mas segue como um dos principais expoentes do bregafunk pernambucano em suas produções. É verdade que você pretende levar sua batida para outros gêneros musicais? Como pretende fazer isso?JS – Sim! Assim como recebi o convite da gravadora Warner para fazer a versão bregafunk de Dance Monkey – da cantora australiana Tones And I – quero fazer versão de tudo! (risos)

JC – Recentemente, você lançou uma versão de Amor de Que, da Pabllo Vittar, em ritmo de bregafunk. Como foi produzir uma música que já era sucesso? Foi um processo fácil?JS – Foi um processo bem legal! Adoro fazer versão de músicas famosas, lembro do meu tempo de escola com os amigos. O sucesso da Pabllo Vittar já estava feito, bastava só botar a nossa cara.

JC – Certamente, a procura por parcerias deve ter aumentado após o sucesso de Tudo OK e Sentadão. Já é possível dizer as próximas (ou algumas) que estão a caminho? E qual parceria você gostaria de fazer um dia?JS – Tem muitas parcerias a caminho. Este mês, vai ser lançada a nossa participação no DVD do DJ Rennan da Penha, a música Black Friday de Gostosa. Eu e Thiaguinho MT botamos o Rei do 150 BPM para dançar o passinho do brega funk! (risos) E eu sonho em fazer parceria com o cantor J Balvin.

JC – Dizem que o Jonathan Santos, a pessoa por trás do JS, é uma pessoa mais tímida. Como você tem lidado com o sucesso atualmente com apenas 23 anos de idade?JS – Só tenho agradecido todos os dias. Mesmo sendo tímido, eu trabalhei muito para que esse momento chegasse. Eu adoro o que eu faço, e foi a música que deu melhores condições de vida a mim e à minha família.

JC – O que o JS gosta de ouvir que poucos sabem ou é totalmente distante do seu ambiente de trabalho?JS – Eu gosto de ouvir música eletrônica. O Alok é uma referência e o estilo latino do J Balvin também me inspira muito. Mas ouço de tudo um pouco – hip hop, trap, reggae…

JC – Para você, pessoal e profissionalmente, o que é uma boa batida e o que tira JS do tom?JS – Para mim, uma boa batida é sempre acompanhada da dança. Se tem coreografia, é sinal de que a música é boa. E o que me tira do tom é a falta de humildade.

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