Ontem, um dia antes do festival, o público foi surpreendido por um cancelamento de última hora: a rapper Tierra Whack, conhecida por seu álbum de músicas de um minuto “Whack World”, lançado em 2018, cancelou sua apresentação.

*A cantora abriu o show com o hit “Cheguei”, um de seus primeiros singles como Ludmilla (antes, quando tinha uma carreira no funk, seu nome artístico era MC Beyoncé). Durante a música, a cantora parou a apresentação para pedir ajuda para uma pessoa que passava mal no público.

“Pelo amor de Deus, sem morrer agora que eu cheguei”, disse, mantendo o bom humor. Depois que o fã foi socorrido, a cantora reiniciou o show e saiu do palco para subir novamente.

Acompanhada de uma banda completa, Ludmilla deixou as bases eletrônicas de lado e fez uma reimaginação de suas músicas acompanhada por baixo, bateria e guitarra. Num momento, entre as faixas “Bom” e “Pulando na Pipoca”, ela tomou a bateria e fez um solo.

A pirotecnia foi companheira de Ludmilla no show: entre confetes, jogos de luz que acompanhavam as músicas (em “Verdinha”, por exemplo, o palco inteiro ficou verde”), um time de bailarinas (que incluíam sua mulher, Brunna Gonçalves), e seu nome estampado no telão, a cantora não deixou a desejar aos grandes shows de cantoras pop.

O show lembrou o público de que Ludmilla foi dona de muitos grandes hits durante a década passada: desde “Fala Mal de Mim” (2012), sua primeira grande faixa como MC Beyoncé, passando por “Não Quero Mais”, parceria com Belo de 2014, até a mais recente “Verdinha” (2019), a cantora esbanjou hits e foi acompanhada pela cantoria do público.

Ela mesma percebeu a popularidade ao cantar “Verdinha” e, logo depois de encerrar a faixa, declarou: “Percebi que todo mundo sabia a letra, mas tinha uma base por baixo.”

Em seguida, incitou o público a cantar a faixa a capella e foi acompanhada por um grande coro. “Quando te perguntarem como foi o festival amanhã, você responde: fiquei loucona, chapadona”, disse ao final da segunda apresentação da música.

Ludmilla mostrou que apesar de não ser mais MC Beyoncé, ela não deixou seu passado no funk pra trás e homenageou a história do funk carioca, tocando “Rap da Felicidade” (1994), de Cidinho e Doca, e “Vamos Pra Gaiola” (2018), de MC Kevin o Chris, além das suas “Fala Mal de Mim” e “Não Encosta”, parceria com o DJ Rennan da Penha;

Mais alguns covers também fizeram parte do repertório da cantora: ela homenageou seu antigo pseudônimo com um cover de “Halo”, da Beyoncé, e também cantou “Teu Segredo”, do Exaltasamba;

Ludmilla também emulou uma onda de axé anos 90, parando o show para ensinar a coreografia de algumas de suas parcerias, como “Invocada”, com Léo Santana, e “Pulando na Pipoca”, uma tentativa de hit do carnaval de 2020 com Ivete Sangalo.

Dividindo sua apresentação entre momentos de “sofrência” e momentos de “put***”, Ludmilla cativou o público com muitas faixas famosas e um carisma que esteve presente durante toda a apresentação, que durou cerca de uma hora.

Também sobrou um momento para a celebração do amor entre mulheres: entre uma faixa e outra, a cantora parou para dar um beijo em Brunna, com quem se casou em dezembro.

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