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O carnaval pode ter acabado oficialmente, mas neste domingo (1º), na Bomba do Hemetério, ainda houve tempo para quem quis dar uma esticada. O bloco “Todos São Maestros”, projeto realizado pelo Maestro Forró e a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério (OPBH), desfilou pela 18º vez nas ruas do bairro da da Bomba do Hemetério, na Zona Norte do Recife, para promover uma confraternização da orquestra com a comunidade. 

O nome do bloco não é por acaso. A ideia do projeto é fazer os foliões participarem da festa, já que todos podem regê-la por uma música. “O maestro forró só rege a primeira e a última música e durante o percurso todos os músicos, cada um rege uma música, os moradores, pode ser advogado, varredor, juiz, soldado, carregador, qualquer profissão e qualquer faixa etária”, explica o Maestro Forró, que comanda a festa. 

No repertório da orquestra, músicas autorais, clássicos do frevo e versões de músicas de artistas como Tim Maia, Chico Science e Reginaldo Rossi, com releituras provocadas pelos regentes temporários do bloco. “A gente não está preocupado com a técnica, a gente está preocupado com a alegria e a espontaneidade”, diz Forró. 

O bloco logo após o carnaval é uma oportunidade para a orquestra se voltar para a comunidade onde se originou, depois da agenda lotada no período carnavalesco. “Nós músicos temos mais espaço na agenda para poder brincar (depois do carnaval) e também queremos dar a oportunidade às pessoas que são incansáveis, que querem esticar o carnaval. Mas o principal objetivo é a alegria é a confraternização”, completa o maestro. 

“É muito bom, (maestro Forró) é um menino maravilhoso. Pense em um filho maravilhoso, prata da casa”, diz Maria Elizabeth Ferreira, de 65 anos, moradora da Bomba do Hemetério.

O seu neto, Marvin Guilherme, de 9 anos, foi um dos que se arriscou a comandar a orquestra. “Foi uma emoção tão grande que eu vou marcar na minha cabeça”, disse. 

Para o músico Evandro Sampaio da Nóbrega, o projeto dá oportunidade a quem rege a orquestra de despertar um interesse pela música. “É uma iniciativa genial do maestro forró porque ele agrega os músicos e fica uma brincadeira gostosa, dando uma oportunidade para quem de repente quer desvendar uma vontade de tomar conta de orquestra. Porque as vezes só precisa de um incentivo e ele mostra que todos têm a capacidade.

Evandro trabalha há cerca de 15 anos na OPBH e já curtiu o bloco como músico e como folião. “Até quem não é músico também ele bota para fazer porque a música incentiva o bem estar das pessoas e quando reúne todo mundo assim é um prazer fazer, e o maestro é um sucesso na comunidade”, conta. 

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