O dia 9 de março é considerado o Dia Mundial do DJ. Esses artistas são responsáveis por entreter os convidados em festas e boates e fazem sucesso com sua música. Hoje vamos conhecer a história de três DJ’s da Região Serrana que fazem sucesso nas suas cidades.

Em Teresópolis, o DJ Zé Ricardo faz sucesso nas pistas há quase 40 anos. Seu interesse pela música começou cedo depois de ver um videoclipe na televisão e se apaixonou. Ele conta que também ouvia todo estilo musical com seu pai. Depois, nas festas em casa, eles colocavam as músicas para todos se divertirem.

“Então em 1983, eu com apenas 16 anos, busquei uma oportunidade pra começar na boate de um clube em Teresópolis, nas domingueiras, e assim se foi, com disco de vinil”, disse.

Depois Zé Ricardo passou para os CDs, até chegar na modernidade de hoje, com as músicas digitais. “Eu que produzia e gravava os CDs baixando música da internet. Isso já foi um passo muito depois que eu já tinha começado. Trocava músicas com amigos, que podia ser do Jalapão e de países como Alemanha, Itália…”, destacou.

Para o DJ, que prefere tocar músicas dos anos 80 e 90, hoje em dia é mais difícil encontrar festas sem funk, sertanejo e pagode. Zé Ricardo ainda disse que a música mudou em todo mundo.

“As festas de casamento e as que você paga pra ir hoje em qualquer boate ou casa de shows são sempre as mesmas, você não vê diferença. Eu sempre tento puxar um pouquinho a coroada com a minha música. Música hoje tá muito sem valor, não tem qualidade de letra, são muito fáceis de decorar”, finalizou Zé Ricardo.

Em Nova Friburgo, o DJ Gee Santtoz entrou para o mundo da música após fazer um curso básico de férias, em meados de 2006. A partir daí, foi paixão e chuva de apresentações.

“Fui me apresentando em festas, formaturas, churrascos, confraternizações, casamentos, aniversários de amigos e surgiu o interesse em atuar profissionalmente como DJ, com isso já tenho uma história de 12 anos”, contou.

O amor à música é o principal incentivo para o DJ friburguense que hoje tem o trabalho voltado nas festas em casas noturnas, pool parties e eventos de música eletrônica. Gee Santtoz curte tocar todos os estilos da House Music.

“Sempre fui em festas assistir outros DJs, gostava muito, ficava prestando atenção mesmo de longe no que os caras faziam. A música muda constantemente, o que é moda hoje, amanhã já não é mais. Temos que nos reinventar sempre, pois senão ficamos para trás”, avaliou Santtoz.

O DJ Santtoz lembra uma noitada inesquecível e deixa um recado para quem está começando. “Uma night marcante a festa “Nunca mais eu vou dormir”. Fui o DJ que antecipou o principal ‘Headliner’ e depois de uma bela apresentação eu saí do palco ovacionado e foi aí que eu tive certeza que esse caminho da música eletrônica que queria seguir. Para a galera que tá começando: tenha amor à música e muita dedicação que o resto acontece naturalmente”, finalizou.

Já no município de Cantagalo, o DJ Stephen Faddul começou a tocar em meados de 2009, após passar a frequentar grandes festivais de música eletrônica. Ele pesquisou e comprou a primeira controladora, equipamento que os DJ’s usam, e deu início a jornada.

“Tenho meu estilo que gosto de seguir, mas tenho sempre algumas músicas de reserva pra fazer a pista, porque dependendo da festa e do público temos que ter o feeling da pista para não deixar cair”, explicou Faddul.

O DJ, que também é produtor de música eletrônica, diz que nas cidades pequenas, se o profissional não mostrar o trabalho e procurar marcar presença fica difícil conquistar espaço.

“Aqui em Cantagalo nós não temos festas de música eletrônica rolando, então, se você não fizer um bom network e trabalhar nas mídias sociais, se você não marcar presença nas festas que rolam tentando se encaixar, essa pode ser uma profissão bem frustrante. Uma boa ferramenta é você criar o seu próprio evento onde vai poder tocar, conhecer artistas que já estão consolidados na cena e fazer bons contatos”, destacou.

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