Primeira etapa do Museu da Música Brasileira de Salvador deve ser entregue em 1 ano

A médica, pesquisadora e escritora Helenita Monte de Holanda, que há anos percorre o interior da Bahia e de outros estados nordestinos, levantando lendas e mitos, conhecendo gentes e seus costumes, ouvindo figuras interessantíssimas, nos conta duas histórias do vasto acervo que recolheu. São histórias ricas e muito pouco ou quase nada conhecidas pelos habitantes dos grandes centros urbanos sempre correndo para ganhar a vida e, se possível, ser vitoriosos. Carlos Navarro Filho

Mexendo aqui no pesqueiro encontro esse texto do escritor e jornalista Carlos Ribeiro, literato admirado pela leveza e criatividade da escrita, fácil e boa de ler. Nessa história ele descreve com elegância a história de uma mulher, mãe de filho adulto, trocada pelo marido por outra bem mais nova. Agora, depois que também ele foi trocado por um personal trainer igualmente bem mais novo, pagando à vida com a mesma moeda, começou a ligar para ela, queixando-se da solidão e, pior, culpando-a pelo infortúnio dele. Você vai gostar. Carlos Navarro Filho

No mesmo ano em que o Maglore – grupo do qual faz parte – celebra dez anos de trajetória, o cantor e compositor baiano Teago Oliveira dá seu primeiro salto individual. O artista, que vive em São Paulo, lançou, na madrugada desta terça-feira (17), o disco solo “Boa Sorte”. O show de lançamento acontece em Salvador, sua terra natal, no dia 3 de outubro na Sala do Coro do Teatro Castro Alves. Em tom melancólico, o músico canta visões de mundo e sentimentos muito pessoais, como a saudade da Bahia, a admiração por Belchior, lembranças familiares e a preocupação com o futuro do país e do mundo neste período de crise. “Foi uma questão de sonoridade e ao mesmo tempo uma necessidade urgente de conversar sobre coisas do nosso mundo. Não que isso não tenha sido feito na Maglore, o último disco fala muito sobre sociedade, do indivíduo, e esse meu disco é um pouquinho mais introspectivo nesse assunto”, disse o artista, em entrevista ao Bahia Notícias. “O som da Maglore é um som que a gente construiu e que a gente enxerga várias possibilidades para os próximos trabalhos, mas ele tem uma assinatura. Então no meu disco eu queria arrumar uma outra assinatura, criar um outro universo musical”, explicou. Contemplado pelo edital Natura Musical, o disco conta com 11 faixas inéditas, a maioria composições do próprio Teago e algumas parcerias com amigos como Luiz Gabriel Lopes e Marceleza Castilho. Este último assina sozinho a autoria de uma das canções e é também o responsável pelo que veio a ser o nome do álbum. “Foi de uma conversa que eu tive com Marceleza. Ele mora na França e perguntou qual era o título do disco. Eu falei ‘ainda não tenho’, e ele falou ‘boa sorte’, e aí eu falei ‘é um bom título!’ (risos). Porque a gente estava conversando sobre esse tempo maluco que a gente vive hoje em dia, e até conversando com amigos depois eu falei: ‘é, acho que pra gente o Brasil nesse momento precisa mais de sorte do que qualquer coisa’”, lembrou o artista. Na entrevista, Teago Oliveira falou também sobre o desejo do voo solo e o trabalho de composição, que levou anos; contou sobre o processo das gravações, que aconteceram de forma muito intimista, em Belo Horizonte, com apenas duas pessoas no estúdio; e ainda sobre o primeiro clipe, do single “Corações em Fúria (Meu querido Belchior)”, que foi gravado em apenas 6 horas, em Salvador. O cantor comentou ainda sobre os recentes casos de censura nas artes e a importância das políticas de incentivo, destacando o papel da cultura no fomento à economia e na geração de renda, além de apontar os problemas e mitos criados em cima de iniciativas como a Lei Rouanet.

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O Museu na Música Brasileira de Salvador, abrigado pelo Casarão dos Azulejos Azuis no Comércio, deve ter sua primeira etapa entregue pela prefeitura da capital em até um ano, garantiu, nesta sexta-feira (18), o subsecretário municipal da Cultura e Turismo, Pablo Barrozo. A ordem de serviço do espaço, que promete promover o resgate histórico e cultural da música produzida no Brasil, foi assinada pelo prefeito ACM Neto nesta manhã.

O equipamento tem investimento de R$ 7,8 milhões e terá obras executadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), por meio da Superintendência de Obras Públicas (Sucop) e sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), que ainda deve licitar uma consultoria para a curadoria do espaço. “Iremos lançar uma licitação para estudar o conceito do museu. O carro chefe do espaço será a música baiana, mas temos definições que precisam ser feitas”, declarou Barrozo.  A licitação deve contratar uma consultoria para estudar qual a melhor temática a ser adotada pelas peças do museu. Perguntado se o axé ou algum outro ritmo terá um espaço maior no equipamento, Barrozo respondeu: “É uma discussão que terá de ser feita. O axé, a Música Popular Brasileira (MPB) e os ritmos que têm relação com a matriz africana terão que ser um mix que representa todos os gostos da legítima arte baiana”, declarou.

O projeto do Museu da Música Brasileira possui área construída total de 1.914,76 m², em imóvel situado na Rua da Bélgica, s/n. Além do resgate histórico, já que se trata de uma área tombada, a iniciativa pretende transformar o local em um espaço destinado à cultura e aberto ao público, e faz parte da série de investimentos promovidos pela administração municipal para a revitalização da região do Comércio, dentro do programa Salvador 360, eixo Centro Histórico.

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O Polar Music Prize ou “Prêmio Nobel da Música” é entregue todos os anos em Estocolmo, na Suécia. A honraria foi fundada em 1989 pelo então editor, letrista e gerente do ABBA, Stig “Stikkan” Anderson, que iniciou sua carreira como compositor, tendo a primeira composição publicada na Suécia em 1950, aos 19 anos. O Polar Music celebra o poder e a importância da música, sendo concedido a músicos, grupos e instituições por seu reconhecimento internacional no mundo da música.  Conheça mais sobre o prêmio.

Depois do encontro fracassado com Carlos Imperial, que desprezou a banda, Raulzito e Os Panteras foram tentar a sorte na gravadora CBS. Estavam no corredor, aguardando o teste, quando Roberto Carlos passou por eles. “Você sabe quem somos?”. Roberto respondeu: “Claro, são Raulzito e Os Panteras, lá da Bahia”.