“Nos últimos dez anos, o ano passado foi o primeiro que não nasceu nada de novo na música sertaneja. Todos os anos foram nascendo. Um foi Marília Mendonça, outro Victor & Leo, outro Luan Santana… Faz um ano e meio, quase dois, que não nasce um artista que você fala: ‘puxa!’ Uma mega força na música sertaneja que destoe”.

Para ele, o sertanejo está há meses apostando no mais do mesmo. E compara o fenômeno com o que aconteceu há alguns anos com as paleterias mexicanas. Com o sucesso do comércio da moda, muitas nasceram, mas poucas sobreviveram após enfrentarem um boom no mercado.

“Não estou falando vocalmente, estou falando pela escolha de repertório, conceito, escolha de arranjo. Até o figurino. Tudo isso tem que mudar para a música sertaneja prosperar e as pessoas não migrarem de gênero para buscar coisa nova”.

A visão dele não é apenas como integrante da dupla Fernando e Sorocaba, mas como empresário. Aos 37 anos, ele comanda a FS Produções Artísticas. A empresa cuida de sua dupla e também da carreira de Thaeme e Thiago, Lucas Lucco e outros.

Além disso, Sorocaba é empresário de Luan Santana. Mas Luan não é da FS. Assinado em 2009, o contrato é de 10 anos. Ele pode ser renovado ou finalizado ainda em 2018, embora Sorocaba já tenha citado no passado que seu contrato com Luan era vitalício.

E a dupla Fernando e Sorocaba, o que está tentando trazer de novo para se manter no mercado? “A gente vai gravar um DVD agora em julho, quando vai dar exatamente um ano de ‘Sou do Interior’”, diz Sorocaba, sobre o mais recente álbum.

O disco celebra os 10 anos de carreira da dupla e encerra os comentários de possíveis desavenças nos bastidores do sertanejo. É nele que Fernando e Sorocaba recebem Jorge e Mateus no palco. Juntos, eles gravaram a música “Bom rapaz”.

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