As estatísticas mensais foram divulgadas ontem pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP). Santos foi a cidade onde houve maior diminuição dos assassinatos, de 18 para 13 mortes violentas. Em Bertioga, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá e Peruíbe também houve recuo.

Já a violência sexual alcançou os maiores índices em Guarujá e Itanhaém, com 62 e 60 ocorrências, respectivamente. O coronel Rogério Silva Pedro, que chefia o Comando do Policiamento do Interior (CPI) 6, responsável pela atuação da PM na região, lembra que a maioria dos casos de estupro ocorre dentro das residências, o que impossibilita a prevenção policial.

“Não conseguimos interferir no seio familiar, só quando acontece na rua. O maior exemplo foi um caso na data de ontem (quinta-feira), o início de uma sequência de estupros. O preso saiu da cadeia dia 20 e já estava cometendo estupro. Hoje foi reiterar a prática e foi preso (veja o caso na página de Polícia, A-11). Isso prova que a PM está muito preocupada e quando ocorre num raio onde o patrulhamento pode buscar, enviamos todos os esforços”, diz o coronel.

Os roubos também seguiram a tendência de baixa registrada nos últimos meses. O de veículos apresentou queda de 8,8%, de 2.829 para 2.578. E os gerais tiveram diminuição de 0,1%, de 17.168 para 17.136. O roubo é cometido quando há grave ameaça e geralmente o bandido está com arma de fogo.

Para o comandante, o desempenho satisfatório é fruto da mudança operacional no patrulhamento da PM na região, a partir de julho deste ano. O Batalhão de Ações Especiais de Polícia Militar (Baep) foi centralizado em Santos, ganhou mais efetivo nas ruas e a Força Tática voltou a atuar em Praia Grande, São Vicente, Santos e Cubatão.

“O Baep e a Força Tática, no trabalho conjunto com os batalhões, têm dado resultado contra crimes violentos. Nos homicídios, as patrulhas diárias interferem, mas latrocínios e roubos são trabalho mais forte nosso. Há um empenho maior nas abordagens policiais”, ressalta o coronel.

Ele acredita que o ano fechará com mais redução nos crimes, mesmo com o volume grande de pessoas que vêm para a região em dezembro. “Tem muito mais gente, mas tenho muito mais policiais. A ideia da Operação Verão é manter esse controle”.

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