Aos 60 anos recém-completados, a fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP) ainda esbanja imponência. Seus enormes galpões com acabamento de tijolinhos impressionam quem passa pela rodovia Anchieta.

Dentro de uma deles, em uma sala sem qualquer indicativo, no meio da Ala 5, está guardada parte da rica história de seis décadas da unidade – que foi a primeira fora da Alemanha, país sede da Volkswagen.

Essa é a primeira vez que a Volkswagen abre as portas do local para a imprensa. Ali, porém, só está uma pequena amostra da coleção informal, mantida com muito cuidado e carinho pelo departamento de engenharia da empresa.

Ali estão raridades, como os protótipos Vemp e BY, além da primeira unidade do Polo produzida no Brasil, em 2003, e da última Kombi, de 2013. O G1 listou abaixo os modelos mais legais mostrados pela Volkswagen:

Além disso, soluções como o teto sem calha e a suspensão refinada do Voyage de exportação (chamado de Fox), deixaram o custo do BY muito próximo ao do Gol, causando o cancelamento do projeto em 1987.

Até hoje, o SP1 é considerado, junto como SP2, um dos carros mais bonitos já produzidos pela Volkswagen, inclusive sendo cultuados no exterior. Isso porque são projetos brasileiros, produzidos exclusivamente na fábrica de São Bernardo.

Ainda que tenha pouco mais de seis anos de vida, pode ser considerada um dos modelos mais importantes do acervo, já que, depois dela, nenhuma outra Kombi foi montada no Brasil. Além dessa unidade, para passageiros, a coleção também conta com o último furgão montado no país.

Nos anos 1970, o Passat foi considerado uma revolução na história da Volkswagen, principalmente por ser o primeiro carro da marca com motor refrigerado a água. Ele chegou ao Brasil em 1974, um ano depois do lançamento na Europa.

Como não poderia deixar de ser, a coleção da Volks tem vários Fuscas, líder de mercado por 24 anos, e com produção ininterrupta de 1959 a 1986. Depois, voltaria, com uma segunda edição, de 1993 a 1996.

Dos quase 100 carros, cerca de metade estão em condições “apresentáveis”, como definiu Loureiro. Os demais estão em fila para restauração. A meta informal é tentar cuidar de um a dois carros, por ano.

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