O motorista do ônibus que se envolveu em um acidente na manhã de hoje, na Rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho (SP-249), descreveu à Polícia Civil o momento da colisão. Segundo ele, um outro ônibus freou bruscamente à sua frente, fazendo-o ter que desviar e invadir a pista de sentido contrário. De acordo com ele, o freio do veículo que dirigia falhou. Nessa manobra, teria batido em um caminhão.

O acidente ocorreu no km 172 da rodovia, entre as cidades de Taguaí e Taquarituba, no interior de São Paulo. O ônibus transportava os funcionários de Itaí e Taquarituba para uma empresa têxtil em Taguaí. Pelo menos 41 pessoas morreram.

O caso é investigado pela Polícia Civil de Taguaí, com o apoio de policiais da região. O investigador que ouviu o motorista, de 55 anos, ponderou que ele parecia estar confuso, nervoso e sem sinais de embriaguez. A suspeita é de que tenha sofrido traumatismo craniano.

Quando ele saiu [da pista], ele se deparou de frente com a carreta. Mas não se lembra de mais nada: como se deu o acidente, se ele tentou desviar da carreta. Ele só se lembra de ter acordado caído para fora do ônibus, no acostamento.”Investigador

O motorista foi socorrido com escoriações na cabeça e levado para o Pronto-Socorro da Santa Casa de Fartura. Mais tarde, reclamou que estava com tontura e náusea e foi transferido para Avaré. Ele deve passar por exames de tomografia e avaliação de um neurologista.

O Corpo de Bombeiros de Piraju recebeu o primeiro chamado para atender a ocorrência às 6h45. A Polícia Militar trata o acidente como o maior do ano, de acordo com o tenente Alexandre Guedes.

“É a maior ocorrência de acidente fatal nas rodovias neste ano”, disse à GloboNews. De acordo com ele ele, a primeira hipótese é mesmo de que uma ultrapassagem poderia ter causado o acidente, mas as investigações ainda estão em estágio inicial.

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O DER (Departamento de Estradas e Rodagem) informou que esse foi o primeiro acidente fatal no trecho da rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho entre Taguaí e Taquarituba em dez anos.

Advogado da Stattus Jeans Indústria e Comércio Ltda, Emerson Fernandes afirmou ao UOL que o ônibus era uma espécie de ‘lotação’ contratada pelos próprios funcionários, sem ligação direta com a empresa. Todos os ocupantes eram da cidade de Itaí, informou.

“Estamos trabalhando junto com o senhor Gustavo, da Prefeitura de Itaí, na intenção de liberar os corpos o mais rápido possível para ajudar nos velórios em Itaí. Todas as pessoas eram desta cidade”, disse Fernandes, acrescentando que a empresa está consternada com o ocorrido.

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